segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ultimamente.

Ultimamente tenho uma doce esperança. Que vem e vai, que me arrasta, me puxa, me levanta, que me beija os lábios, que me eleva ao céu e me traz abruptamente de volta à Terra. E eu não sei até quando isso me fará bem, mas no momento me dá paz e arranca de mim os mais profundos e sinceros suspiros.
Ultimamente a espera me corrói... E essa? Essa é amarga. Cerca-me de pensamentos e sentimentos nunca compreendidos. É chuva na alma, tormento nos sonhos... Dias que são eternidades e noites sem dormir a admirar o clarão tão belo da lua.
Ultimamente minha alma mulheril padece por ser tão diferente, tão pacata e tão dentro de si que enxerga o além de minha existência. E, no fim, posso entender que as coisas que penso não são tão asneiras.
Ultimamente tenho caminhado a passos curtos para um lugar que desconheço, que tenho medo.

Um comentário:

Lua da Paz disse...

Almas em sintonia. Mas ando com passos larguíssimos em uma direção que me dá medo.