quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ai de mim!

Ai de mim, que meus olhos são verdes como um mar sem ondas
Que minha fala é compassada, prolixa e pouco entendida
Que meus cabelos são inquietos como as palmeiras em dias de ventania
Que meus lábios exprimem qualquer vergonha, qualquer gesto
Mas... Ai de mim! Ai de mim que me perco em mim mesma
Que me afundo em longos dias
Que trago em mim uma alma compassiva, temerosa e estupidamente mulheril
Ai de mim que luto, que sofro
Ai de mim, nesse silêncio
Que compreende um mundo de coisas que não entendo.

3 comentários:

Jederson Rodrigues disse...

Lindo, Rafa! Linda, Rafa!

Nestes momentos de encontros e desencontros, nos momentos de angústias ou até mesmo nos desatinos a alma não grita: apenas sussura. Que o sussurar da sua alma continue se expressando tão linda e intensamente.

Lua da Paz disse...

Sem palavras. É como ler Lispecto, encontro-me em outra. Sou várias. Sou rafa.

Jenny disse...

ownn rafa, tenho tto orgulho de vc pq vc consegue tirar poesia dos seus conflitos intenos...vc é linda, por fora e por dentro.