quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Toda história tem um fim, mas na vida todo fim é um começo.

2009, mermão.
Venci a depressão, passei no vestibular, emagreci 3 quilos, deixei a franja crescer, me apaixonei por Terapia Ocupacional, amadureci muito, ganhei novos e lindos amigos, chorei muito, sorri mais ainda, escrevi meus melhores textos, encontrei um Cristianismo divergente pra minha vida: sem igrejas, ministérios ou denominações.
Vivi todas as emoções mais intensas nesses 365 dias. Senti saudade. Saudade de quem tava perto e ficou longe, saudade de quem tá perto mas que não vejo por motivos que nem sei dizer. Fiz loucuras, agi por impulso. Fiquei suja de tinta e farinha. Conheci gente vegetariana. Aprofundei no feminismo, sem pseudos. Viajei. Andei descalço na grama, na lama. Me vesti de flores. Jubosos 18 anos. A vida é toda nova agora, é isso não é promessa de fim de ano, é realidade.

Só me resta cantar, com a licença de Jon Foreman:

Rafa was a fighter
Rafa era uma guerreira
She cut like Casius Clay
Ela batia como Casius Clay
She burned like a fire
Ela queimava como fogo
Despite these rains
A despeito dessas chuvas
Where time was a question
Quando o tempo era uma interrogação
She only knew one song:
Ela só sabia uma canção
She's singing, "how far, how fast, how long?"
Ela cantava: "O quão distante, o quão rápido, quanto tempo?"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Eu sei explicar o movimento de contração do tecido estriado do coração.
Poderia falar da actina, miosina, tropomina, tropomiosina, liberação de cálcio e ATP. Poderia falar da ligação neuromuscular, da acetilcolina e das cisternas terminais. Nessa matéria eu tirei dez.
Eu sei como funciona.
Mas eu não entendo porque funciona assim comigo.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

It's just another day, nothing in my way.

Sobre a omissão, me desculpo. O tempo escorre por entre os dedos, devorando as coisas. E a caracterizo somente como omissão, silêncio. Uma lacuna se abre sobre o "quem sou eu", melhor caracterizado como "quem estou eu". Vejo tudo por aquela porta sempre entreaberta. Decidi silenciar, guardar um pouco. Para mim, para você.





Keane explica melhor que eu poderia.

domingo, 29 de novembro de 2009

É sempre assim, me sinto com um braço quebrado, mas o gesso tem desenhos (:

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Senti saudade de quando havia encontrado você, que era o remédio pra mim, te beijei e (não) te perdi.
Te desejei, e consegui.



Lembranças de um doce novembro de amor colegial (:

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O canto mudo mais alegre.

Hoje, na volta do restaurante para casa, vi uma cena que me encantou. Esta cena durou menos de um segundo, mas foi o suficiente pra me tirar todo resquício de mau-humor. Esse quase quarto de segundo talvez tenha sido o que mais me tenha feito pensar, ainda mais nos últimos dias, esses dias de viver no automático.
Estava dentro do carro e já era noite. Debruçada na janela como sempre faço, o céu estava vestido de estrelas. Quando passo por um beco, vejo um homem de meia-idade, cabelos revoltos, descalço e com um violão. Eu não pude ouvir, mas imagino que de seus lábios saía alegria em forma de canto. Caminhava assim: um pé na frente do outro, cambaleando suavemente para a esquerda e para a direita... Cabeça erguida, olhando para a luz do poste que atravessava as folhas de verão da árvore retorcida do cerrado urbanizado.
Poderia pintar uma tela, se assim soubesse.
Era o canto mudo mais alegre que já (ou)vi.

domingo, 25 de outubro de 2009

Como ele era.

Sua vida de ausências o ensinou a ausentar-se dela. As pessoas pouco importavam. Ele queria bem-estar, aconchego. Queria tudo o que a vida havia lhe negado e que ele havia negado às pessoas ao seu redor. Sentia a necessidade de ter e ser alguém. Perdeu amores, casa, família, colo. Decidiu roubar de cada uma que entrasse em sua vida. Da primeira ele roubou a vontade de viver. Da segunda, a vontade de ter. Da terceira, a vontade de ser. Da quarta, a vontade das vontades. Mas dela, ele tirou tudo sem dar absolutamente nada. Levou o sonho, a brisa, a poesia. Murchou suas flores. Quem domaria seu coração selvagem? - a menina me perguntava em prantos.
Eu disse:

- O tempo, querida, o tempo.

sábado, 10 de outubro de 2009

Resolution.

Tempo é o que me falta. Em oposição aos milhões de acontecimentos. Tudo muito bem, obrigada. Anatomia e química mandam lembranças aos Fundamentos de Terapia Ocupacional e à Medicina Social, dançam num compasso às vezes descompassado em minha mente. E nesse salão de danças, encontrei algumas resoluções empoeiradas, criei outras e acabei jogando algumas no lixo. Não permitirei apaixonar-me. Não quero mais o antes, nem o durante, muito menos o depois. Do que pensava ser amor, águas turvas se formaram. Amor é Gonçalves Dias, Olavo Bilac, Drummond de Andrade, Ana Miranda. Amor é pôr-do-sol nos olhos, correr nas ruas, além-mar, além-céu, além-mim. Não quero seu começo nem seu fim. Só quero que não exista em mim.

I gotta find peace of mind.


domingo, 4 de outubro de 2009

Sem palavras doces ou amargas.

O amor, tornado desprezo, prefere distância dos tempos de romance.
Não vivo nem repito a mesma vida.

domingo, 27 de setembro de 2009

Ele & Eu

Poema dedicado a um grande amigo
(escrito em 2008 com o mesmo amor de hoje)
Você é morte
Sou vida
Vazio que inebria
Nosso destino? A sorte
Sentimentos recíprocos
Verdes equívocos
Estranhas dualidades
Castanhas sinceridades
Compassiva ironia
A alegria do meu dia
Alma de poeta
Verso e prosa
Vida completa
Singela como uma rosa
Seu nome é tão doce... Poderia suspirar e dizê-lo mil vezes: Wes-ley

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Coisas que descobri sozinha.

" Ora, o servo não fica para sempre em casa; o filho fica para sempre " João 8:35
E foi isso que o Caio disse domingo passado. Um domingo de sal nos olhos.
O servo vive na casa, participa da cotidiano; porém não se envolve, quando as coisas complicam ele foge.
O filho permanece. Em chuva ou sol.
Assim são as igrejas. Tão cheias de servos! Aqueles que nascem, crescem, batizam, recebem um "ministério" e não há nada além disso. Naturalmente seguem seus rituais quando seus corações não lhes dizem nada a respeito de fé.
O filho permanece PARA SEMPRE. Ele sim. Por isso é filho.
Por quanto tempo fui apenas serva? Dias e noites "forçando a barra" com Deus e comigo mesma. Um evangelho de prisões, de negações, de reforço em coisas vãs quando o real objetivo havia sido esquecido.
Há tão pouco tempo me sinto como filha! Segura, para sempre.
Tenho aprendido.
Em minhas recentes orações, pedia a Deus que me tornasse uma pessoa melhor, mais forte. Ora, quem disse que Deus descerá do Céu e atenderá seu pedido? Pérfida ilusão! Deus é tão engenhoso! Tão perfeito! Ele não me deu força, nem me tornou melhor. Apenas me deu oportunidades para exercitar minha força, para tratar meu colega como quem trata um irmão apesar de achar que ele não mereça ser tratado como tal. E eu descobri: sou forte! Algumas pessoas haviam me dito isso antes, mas tive que descobrir por conta própria. Sou forte! Sou bem melhor do que eu ontem mais amanhã que hoje até!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O subentendido às vezes é o mais óbvio.

O que seria a vida se não uma sucessão de acidentes? O fato da Terra estar perto o suficiente do Sol para se aquecer e distante o suficiente para não se queimar, de Feliciana ter comprado seu quilo de feijão verde e encontrado um pequeno poema que falava de olhos verdes, o fato de Feliciana ter olhos verdes, e de apenas 1-2% da população mundial possuir olhos verdes.
Seria ela então? A dona daqueles olhos verdes-mar? Olhos cor de esperança? Olhos por que morreu Gonçalves Dias?
O subentendido talvez seja o mais óbvio. O menos complicado de entender. O melhor para se compreender e silenciar. Deixar, encontrar nas palavras do outro no seu além-mar.



Minha canção é amor
Amor para aqueles que não tem amor para mostrar
E assim as coisas vão
Você não precisa ficar só

Seu coração é duro
É feito de pedra
É é muito difícil enxergá-lo
Você não precisa ficar só
Você não precisa ficar só
E eu não vou cobrar
Nem dizer quer que você entendeu errado
Você é o alvo em que eu estou mirando
Eu recebi aquela mensagem

Minha canção é amor
Minha canção é amor desconhecido
E eu estou apaixonado por você claramente
Você não precisa ficar só
Você não precisa ficar só

E eu não vou cobrar
Nem dizer quer que você entendeu errado
Você é o alvo em que eu estou mirando
Eu não sou nada sozinho
Eu tenho que levar essa mensagem para casa
E eu não vou ficar aqui e esperar
Não vou deixar isso, até que seja tarde demais
Em uma plataforma eu vou ficar e dizer:
"Eu não sou nada sozinho"
E "Eu amo você, por favor venha para casa"

sábado, 12 de setembro de 2009

Sobre gatos, cachorros e pessoas.

Conheci um cara na faculdade que partilha da mesma paixão que eu: cachorros. Conversamos bastante sobre essa e outras paixões, então ele me contou sobre uma paixão que se foi. Eu disse a ele que algumas pessoas são gatas, ora! Não bonitas, mas Felis silvestris catus. Todos sabem como é aquele bichano fofo, de olhos profundos e extremamente carente. Você se apega, o leva para casa e dá carinho, comida e aconchego. Ele passa os dias na rua e volta para comer e dormir. O cachorro chega (não o sem-vergonha, o Canis lupus familiaris) e te olha com olhar de abandonado. Você o dá carinho, comida e aconchego. Ele retribui. Você sai de casa por 15 minutos e quando volta ele fica feliz como se você tivesse viajado, enquanto o gato está pela rua. Está chovendo, mas quando o cachorro te escuta abrir o cadeado do portão, ele nem se importa se vai se molhar ou se a água é fria, ele corre pra te ver, mostrar todo o carinho que sente por você - mesmo que te suje de lama e te molhe também. O gato, fica na sala, espreguiçado no sofá, muito confortável pra te notar.
Assim são as pessoas. Pessoas-gato e pessoas-cachorro. As pessoas-gato pensam em seu banhos de sol enquanto as pessoas-cachorro pensam em seu dono, pensam em sua comida e aconchego enquanto as pessoas-cachorro pensam a quem agradecer por isso.
De qualquer forma, ninguém é 100% gato ou cachorro. As pessoas são complicadas, imprevisíveis. A começar por nós mesmos.
Ninguém resolve nada culpando o outro. O nome disso é fuga. E quem gosta de fugir são os gatos. Então, se sua paixão-gato te deixou, quem sabe um dia ela volte quando perceber que as ruas não têm comida e aconchego, ou nem volte se deixar-se apaixonar pela liberdade e pelo perigo.
E se sua paixão-cachorro te deixou, aaaaaah, ela deve estar louca te procurando!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Panegírico.

Gosto de ti, não te procuro, só a noite quando estou só
Está sempre presente em mim
Já não luto contra o luto nem amputo meus impulsos
Desmaio aos devaneios noturnos, soturnos das vontades
Quando estou só, imagino você, não vejo as cores
Nem sinto o cheiro, mas me inundo de desejos

Não posso tocá-la, porque está além dos meus olhos
Somente sua presença em minha alma

Se estivesse aqui adormeceria em seus braços

Autor especial (:

sábado, 5 de setembro de 2009

O quase amor.

O amor? Aaah, o amor. Aquele que não é de coisas pequenas, de rimas fajutas e efemeridade. O amor é de coisas grandes, espetáculos pirotécnicos, acrobacias de aviões em forma de corações no céu. De efemeridade, talvez. De intensidade que transforma o efêmero em eterno.
Vim falar do quase amor hoje. Esse que me faz sorrir com a visão de um arco-íris, que acumula sal nos olhos sem motivos óbvios e que anda nu pela rua.
Sensação de quase amor, de insignificâncias numa vida tão prematura. Não importa o quanto você faça penteados diferentes, entre em academias, compre artigos de decoração, mude seu guarda-roupa... Quando recosta sua cabeça no travesseiro à noite fica pensando como poderia ter sido bom, no que falhou, como poderia ter agido de maneira diferente. A vida é mais turva no fechar de olhos.
Deve ser por isso que eu espero pelo amanhã.


"[...]Cantando a canção com seus pés no painel
O cigarro fluindo pela noite
Essas são as coisas que eu quero lembrar
Eu quero me lembrar de você
Isso não voltará de novo
Porque o amor é o fim
Não, meu amigo
O amor é o fim

Eu tirei as minhas roupas e corri para o oceano
Procurando algum lugar para começar de novo
E quando eu estava me afogando naquelas águas sagradas
Tudo em que eu conseguia pensar era em você
Oh, meu amigo
Amor é o fim
Então, não vamos fingir
Porque o amor é o fim [...] "

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"O ridículo da vida..."


O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói.
Cazuza
E eu continuo livin' la vida loca, galera.
O blog ainda mantém um pouco da serenidade que me resta. E um pouco da vontade das coisas também.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Minhas borboletas voltarão

Talvez minha mania pessimista de prever o futuro não fosse tão correta. Eu desejaria que não. Odeio ouvir que tenho razão quando o destino resolve me pregar uma peça. O fio da vida continua se enrolando, tecendo caminhos. Desvelo-me. Estou perdida. Talvez eu seja mesmo apenas uma garota que nunca viveu nada, que não sabe de nada. Talvez prefira não saber. Certas coisas são difíceis para se superar. Mas se você tiver um outro alguém, tudo bem. Estou sozinha desde nosso último adeus, mas você está livre. Como sempre foi, e como nunca seria comigo. O amor é um sonho, você acorda e ele acaba. Como um suspiro ele passa. Ou não. Existem pessoas que sonham o mesmo todas as noites e vagam por aí à procura de seus sonhos.
Borboletas ainda sobrevoam meu céu, e desaparecem quando ouço seu nome. Vai ficar tudo bem, eu sei. Minhas borboletas voltarão.
E se agora ela é a senhora dessa paixão, calma... Que não demora passar essa dor no coração.

Ao meu Renato

video

Desculpe o atraso, mas a faculdade, a chuva, a internet ruim e outros fatores me fizeram atrasar um pouco. De qualquer forma, não poderia deixar de gravar um vídeo pro meu marido, né?

Renato, eu gravei esse vídeo no dia do meu aniversário e antes de assistir ao que você fez pra mim. Acabamos dizendo as mesmas coisas.

Feliz Aniversário, amor meu *_*

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Camilualeão.

Sempre acreditei desacreditando que a vida nos prepara amigos e nós escolhemos irmãos. Eu não a escolhi, ela só veio e ficou. E nada nos separou. Nada, nadinha.
Lua morena, lua loira, lua na pele. Crescente, minguante, nova e cheia.
Mesmo sobrenome, mesma cor de olhos, mesma cor de alma.
Irmãs. Gêmeas se ela não tivesse se apressado ao nascer, ou se eu não fosse tão lenta.
Luamada, pintada de urucum ou jenipapo. A minha lua.


Feliz aniversário, Camila.

Eu te amo, cara *_*

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Eu tô legal

O vento frio das seis da manhã bateu no meu rosto.
Era um novo dia e eu não tomava consciência disso ainda. Um novo dia que precederia muitos. Que precederia uma nova vida, a minha.
Eu talvez soubesse disso, mas não nessa dimensão.
As pessoas na rua pareciam mais calmas, o sol de manhã por entre as janelas do metrô era diferente. Tudo parecia harmonicamente melhor pra mim.
Desde então, preocupações não me incomodam mais. Já não estavam incomodando, mas agora menos ainda. Evitando conflitos e saindo de grupos ruins. E entrando nesse desconhecido tão bonito. Nada é como antes. E embora exista uma falta silenciada ainda, foda-se! E como a Camila disse, foda-se quem me reprimir, reprimir meus palavrões. Todas as palavras são lindas, nós as corrompemos. Foda-se de novo.


Eu quero paz, quero dançar com outro par, pra variar, amor...


Ah, galera, eu tô legal.

:}

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Palavras desbotadas

Estou vazia de palavras
Caderno e caneta, nada além de brancura em folhas
Madrugadas adentro, sem sono, sem encanto
Alguma espera
Mas as palavras são as mesmas, repetidas e desbotadas
E me lembro dos dias do dançar do vento
De borboletas em meu cabelo
De pôr-do-sol em meus olhos na janela
E de você, meu mais doce pecado
Que tolhia minhas orações
Sei que ainda vive em mim
Eu te amei primeiro.

Na foto, amiga, Veluma, estudante de Artes Cênicas na Universidade de Brasília.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Voa passarinho.

Não podes oferecer à um passarinho uma gaiola
O céu é bem mais intenso, bem mais bonito, bem mais LIVRE
Ofereças à ele tua janela, assim, virá te visitar quando sentir saudade
E, quem sabe um dia, te amará tanto quanto ama a liberdade


Jogue isso fora
Jogue isso fora
Dê o seu amor, dê a sua vida
Todos os dias e a cada dia
E mantenha sua mão aberta
Deixe o sol passar por ela
Porque você não pode perder uma coisa
Que pertence a você

Fiction Family - Throw it Away

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Eu queria escrever algo bonito
Algo que me lembrasse seus cabelos reluzentes e olhos cor-do-mar
Mas qualquer palavra que eu escreva não vai ser suficiente
E nem vai rimar, por mais que eu tente
Ontem tive um dia pesado
E você veio "desputá-lo"
É tão ruim gostar de alguém
Pior é admitir isso
Porque a gente acaba se tornando refém
E agora que já sabe
Pode pedir o resgate
Meu café não tem gosto
Meu abraço não tem calor
Mas meu sorriso te dou

A saber, Paulo Vinícius Duvoisin Horstmann, a gente não sabe como gosta de uma pessoa, nem como desgosta, muito menos porque gosta.
Mas é que "amigo" é uma palavra que combina tão bem com você!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ohos verdes.

Green Eyes

Querida, você é uma rocha
Sobre a qual eu me sustento
E eu vim aqui pra conversar
Espero que você entenda

Olhos verdes
Sim, o refletor de luz
Brilha sobre você
Como alguém
Poderia rejeitar você?

Eu cheguei aqui com um fardo
E ele pareceu tão mais leve
Agora que eu te encontrei
E, querida, você deveria saber
Que eu nunca poderia continuar
Sem você
Olhos verdes
Querida, você é o mar
Sobre o qual eu flutuo
E eu vim aqui pra conversar
Eu acho que você deveria saber

Olhos verdes
Você é a única que
Eu queria encontrar
Qualquer um que
Tentasse te rejeitar
Deveria estar fora de si

Porque eu cheguei aqui com um fardo
E ele pareceu tão mais leve
Agora que eu te encontrei
E, querida, você deveria saber
Que eu nunca poderia continuar
Sem você
Olhos verdes
Olhos verdes

Querida, você é a rocha
Sobre qual eu me sustento...



domingo, 2 de agosto de 2009

Agosto.

Agosto. Desgosto?

Destino.

Desgraça?

Sem graça.


Mês oito. Dezoito. Mais outro.


Vinte e um é dia. Dia de mais um ano.


Página do diário.


Calendário.


Aniversário.

Selo Blog Dourado.

O Selo Blog Dourado homenageia os melhores blogs e tem sua simbologia nas cores que utiliza: a cor azul para representar a paz, profundidade e imensidão e a cor dourada para a sabedoria, a riqueza e a claridade das idéias. O prêmio em si representa a união entre os blogueiros.
As regras são: Colocar o prêmio em situação visível ou linká-lo; Anunciar através de um link o blog que o premiou; Premiar até outros 15 blogs, avisando-os sobre o prêmio; Agradecer a quem concedeu o selo Blog Dourado.
Recebi o selo Blog Dourado da Elayne - Curiosidade Feminal, e gostaria de agradecer pelo imenso carinho e pela publicação que ela fez em seu blog usando um poema meu, que você vê clicando aqui.

O selo é um modo carinhoso de homenagear pessoas que nos tocam de alguma forma. E agora é minha vez de fazê-lo:

Não sei se vale repassar para quem te passou, mas quero oferecê-lo à Elayne, moça do Curiosidade Feminal . O nome do blog já explica muita coisa, por isso sempre passeio por lá!

Quero oferecer também à min'irmã, Camila, dona do lindo e Shakespeareano LUA.

Jenny, do Coisas de Jenny e seus contos lindinhos de morrer.

Jederson, do Caminhos... , a teologia mais simples e bonita que leio.

Rosa Amélia, ex (mas eterna) professora de gramática e de vida, minha segunda mãe, dona do Leitura Literária e Cidadania

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Prenez soin de vous.

Cuide de você. Esse é o nome da exposição de Sophie Calle que está em São Paulo e estará em Salvador. Talvez eu devesse ficar indignada com os grandes espaço e estrutura cultural que Brasília tem, e mesmo assim não recebe nenhuma exposição desse porte.
Sophie Calle é artista plástica francesa que fez de seu sofrimento uma exposição com mais de 100 fotos de mulheres que fizeram a releitura de uma carta que Sophie recebera. Na carta, seu namorado,Grégoire Bouillier dizia adeus.
Você pode pensar: "Que sacanagem ele terminar com ela por e-mail!" ou "Que sacanagem ela ter exposto assim a carta dele" ou até mesmo "Que esperta, fez dinheiro com sofrimento"
Mas eu penso: Terminar? Por e-mail ou pessoalmente? Faz diferença? É terminar mesmo. Sofrer? Consequência do lado mais fraco - no caso, Sophie. Fazer dinheiro com sofrimento? Garanto que essa não foi a intenção dela. E eu, como escritora que sou, posso muito bem desabafar em meu turbilhão de palavras e ser convidada a lançar um livro, qual o problema?
Sempre dizem que mulher sofre mais, mas eu não concordo com isso em sua totalidade. Fato é que as mulheres, por vezes, sofrem mais mesmo. Mas elas precisam externalizar isso e algumas o fazem sutilmente, outras ficam bêbadas, outras saem com muitos caras, outras escrevem, outras cantam... Enfim.
Isso significa que homens não tenham sentimentos? Não, não significa. Mas o homem que se espera deve ser forte, deve ser HOMEM. E o homem que se espera não tem sentimentos.
Ser mulher talvez seja menos simples e mais instigante. Por isso amo as mulheres, principalmente as artistas. Elas são suaves e ao mesmo tempo agressivas. Frida Kahlo, Alanis Morissette, Clarice Lispector, Amy Winehouse, Ana Miranda e muitas outras.
Chega de papo e vamos ao que interessa! A carta de Grégoire Bouillier à Sophie Calle:

"Há algum tempo, venho querendo responder seu último e-mail. Na verdade, preferia dizer o que tenho a dizer pessoalmente. No entanto, vou fazê-lo por escrito. Você já pôde notar que não estou bem ultimamente. É como se não me reconhecesse em minha própria existência. Sinto uma espécie de angústia terrível, contra a qual não consigo fazer grande coisa, exceto seguir adiante para tentar superá-la. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a 'quarta'. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as 'outras', não achando logicamente um meio de vê-las sem transformar você em uma delas.Pensei que isso bastasse. Pensei que amar você e que o seu amor — o mais benéfico que jamais tive — seriam suficientes. Pensei que assim aquietaria a angústia que me faz sempre querer buscar novos horizontes e me impede de ser tranquilo ou simplesmente feliz e 'generoso'. Pensei que a escrita seria um remédio, que meu desassossego se dissolveria nela para encontrar você. Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições nem sequer de lhe explicar o estado em que mergulhei. Então, nesta semana, comecei a procurar as 'outras'. Sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Nunca menti para você e não é agora que vou começar.Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…). Com isso, jamais poderia me tornar seu amigo. Você pode, então, avaliar a importância de minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante de sua vontade, ainda que deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre os seres e a doçura com que você me trata sejam coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você do modo que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá. Mas hoje seria a pior das farsas manter uma situação que, você sabe tão bem quanto eu, se tornou irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único. Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente.


Cuide de você."


Sophie me convidou a cuidar de mim mesma, e é isso que eu quero. Toda mulher precisa de uma carta com palavras clichês e repetidas, de um adeus, de um amor, de uma tristeza.
Assim, quero cuidar de mim mesma. Carregar meu canhão de flores, abraçar o vento, deitar na grama, beijar o céu.


Je prends soin de moi.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cinco anos de muitas coisas...

Ontem, após dois domingos ausente do Caminho da Graça, estive lá novamente para um culto/comemoração dos cinco anos de reuniões. Encanta-me a simplicidade teológica que vejo lá, e ontem foi emocionante a retrospectiva que o Caio fez. Desde seu auge à sua queda, e seu refúgio em Deus encontrado em Brasília.
Ali, ele comemorou os cinco anos de fé, de caminhada e de relacionamento com Deus. Eu que estava lá, naquela cadeira do teatro do La Salle, comemorava meus cinco meses de cristianismo autêntico e de puras experiências com relação à minha fé. São dezessete anos que beiram os dezoito já. Dezessete anos de porta de igreja, dezessete anos de boas e más experiências. Cinco meses que demorei encontrar, mas encontrei o meu lugar. Talvez não assim, desse jeito. Mas se esses meses acabarem hoje, tenho suporte na minha caminhada cristã para continuar.
Falando em cinco anos, dia 31 desse mês serão cinco anos sem meu tio.
Eu não consigo falar dele, e escrever me parece tarefa tão difícil quanto falar. Mas eu tenho (tinha) a péssima mania de fingir que coisas e pessoas que marcaram minha vida de uma maneira negativa ou sofrida não existissem. Sim, era mais confortável pensar que essas coisas nunca existiram. Que eu nunca sofri, que eu nunca o conheci. Confortável é, mas justo não.
Meu tio existiu, e que existência!
Era uma cara de humor sarcástico, sorriso largo, pele morena e olhos castanhos claro. Era meio irmão da minha mãe, e durante muito tempo morou em minha casa. E foi ali mesmo que ele morreu num sábado, dormindo na sala.
Depois de vários exames e uma eminente exumação do corpo, nada foi encontrado. Como um rapaz de 23 anos morre sem explicação assim?
Dizem que tudo nessa vida vale a pena e que um dia a gente encontra razões para coisas ruins. Não encontrei razões ainda para ele ser tirado de mim, mas aceito isso.
Quando nasci, ele saía do colégio todos os dias e ia correndo me visitar.
E em seus últimos dias comigo, me fez passar por muita coisa boa! Ele era um filha da p*tinha, eu sei. Ou não, minha vó não é p*tinha. Mas ele me fazia muita raiva ao mesmo tempo em que me arrancava muitas risadas.
Eu tinha uns 12 anos e fui à um casamento sozinha. Minha mãe pediu que ele me buscasse de carro no fim do casamento. E lá foi ele. Eram 2 da manhã e quando ele me viu na porta, correu e me agarrou pelas pernas, me levantando no colo gritando bem alto: "Sua pirigueeeeeete, isso são horas de estar na rua?"
Lógico que ele fez isso para que eu morresse de vergonha e, quando chegamos em casa ele riu muito da minha cara.
Outra coisa que lembro foi quando fui visitá-lo no trabalho, de surpresa. Ele me abraçou quando me viu. O que não era muito comum. Acho que ele teve um surto de demonstração de afeto naquele dia. O chefe dele perguntou se éramos namorados até. Imagine um cara de 23 com uma garota de 12-13?
A última coisa que fizemos juntos foi ir ao cimena. Assistimos à Era do Gelo 2.
Semanas depois ele morreu. Eu nunca souber lidar com o luto. Passei três dias chorando, e não fui ao velório, não tive coragem nem condições.
Passado isso, nunca mais consegui chorar.
Mesmo quando meu aniversário chegou e minha mãe me entregou o presente que ele já havia comprado.
Mesmo quando a namorada dele, que estava grávida, perdeu o bebê.
Mesmo quando o aniversário dele passou sem bolo de prestígio, que minha mãe sempre fazia.
Mesmo quando eu me envolvi com caras errados (vulgo todos os caras errados) e ele não estava lá pra me dizer que homens costumam não prestar.
Mesmo quando ganhei meus concursos de redação e ele não estava lá pra me aplaudir.
Mesmo quando joguei handebol no time da escola e perdemos, ele não estava lá pra me zoar ou reclamar do meu short curto.
Mesmo quando me tornei vegetariana e ele não estava lá pra dizer que eu era uma idiota.
Mesmo quando me mudei pra casa nova e ele não teria mais que dormir no meu quarto.
Mesmo quando passei na UnB.

Gostaria de tê-lo em todos os momentos comigo, e mesmo ficando feliz por mim ele jamais demonstraria. Gostaria de ainda ter aquele abraço de 1,90, de ter aquele sarcasmo, aquele sorriso tímido, aquela repulsa por fotos e tudo de bom que ele me trazia.
Então, pra quê fingir que ele nunca existiu?
Existiu sim, e ainda existe em mim. E se pudesse me ver agora, veria a pessoa que me tornei, provavelmente teria orgulho.
Eu não preciso dizer que o amo, pois ele não está mais aqui. E enquanto esteve, o fiz saber disso.
Peço a Deus que nunca me deixe esquecer o rosto dele.



Flores cortadas trazidas dentro de carros
Em uma única linha
Sua família em ternos e gravatas
E você está livre
A dor que eu sinto por dentro
É onde a vida deixou seus olhos
Estou sozinho por nosso último adeus
Mas você está livre
Eu lembro de você como ontem, ontem
Ainda não acredito que você se foi, oh...
Eu lembro de você como ontem, ontem
E até eu estar com você, eu suportarei
À deriva do seu chão de oceano
Eu me sinto pesado, entorpecido e dolorido
Uma parte sua em mim é uma rachadura
E você está livre
Eu acordei de um sonho na noite passada
Eu sonhei que você estava ao meu lado
Me lembrando que eu ainda tenho vida
Em mim

Eu suportarei

Todo lamento é uma canção de amor
Ontem, ontem
Ainda não acredito que você se foi

Até mais meu amigo, até mais.

http://www.youtube.com/watch?v=qRPawS_4wY4&feature=related
Switchfoot - Yesterdays

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A moça e a valsa.

Sentou-se no banco da praça e fitou o céu através de seus óculos escuros que escondiam o inchaço matinal de seus olhos mel selvagem, os cabelos revoltos e a pele alva sob a luz do sol. Era tudo sereno naquela manhã de sábado, cidade de interior, longe do caos costumeiro. Velhinhos e crianças ao redor. Pássaros e muitas árvores. Lá, ela apreciava tudo, quando um simpático senhor a abordou, dizendo:
- Nunca vi moças bonitas frequentarem essa praça pela manhã, e, moça, sei bem do que falo, pois estou aqui sempre.
- Obrigada, mas eu não sou daqui mesmo. - Respondeu ela, sorrindo tímidamente.
O senhor sentou-se ao lado dela e começou a contar-lhe histórias de sua juventude, de sua profissão como professor de dança, de suas (muitas) namoradas, de seus dois casamentos e de seus netos.
- Você sabe dançar? - Perguntou ele.
Ela respondeu com um ar desapontado: - Aaaah, nunca soube, mas gosto de olhar.
Então, pedindo licença, ele a segurou pela mão, levantando-a do banco, colocou sua outra mão nas costas dela, em posição de dança. Cantarolou alguma música e, em compassos imaginários, a conduzia numa valsa. Ela, um pouco travada e relutante, com vergonha, o acompanhava em passos tropeçantes. Por fim, já estava mais segura naquela dança.
- Foi assim que conquistei minha atual esposa! - Disse o velhinho dando uma longa gargalhada.
Ela sorriu também, e, apesar de não ter mais 15 anos, sentiu-se feliz por aprender valsa com o melhor e mais simpático professor daquela praça sob o sol matinal de sábado.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Amanhã é 23.



" Amanhã é 23

São oito dias para o fim do mês

Faz tanto tempo que eu não te vejo

Queria o teu beijo outra vez... "






É que a saudade é o sentimento mais URGENTE que existe.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Tem muito mais pra dizer.

Há quanto tempo não escrevo?
Nem sei mais. Perdi a noção do tempo.
Tanta coisa pra contar!
Viajei semana passada, fui à Minas, interior. Levei caderno, caneta e mp3. Era ideal, perfeito. Voltei. Apenas brancura em folhas.
Dias depois, Lucas e Kiro em minha casa. Tour por Brasília. Diversão e risadas.
Estávamos no museu, quando minha mãe liga no meu celular chorando. Eu não entendi nada que ela falou. Nada, nada. Depois de alguns minutos ela respirou e perguntou: "Rafa, minha filha, você entendeu o que eu disse?"
Eu respondi: "Não, mãe, não entendi. Aconteceu alguma coisa?"
Ela, soluçando, disse: "Você passou na UnB, passou na UnB, Rafa!"
Não vi o momento em que desliguei o celular e coloquei minhas duas mão sobre o rosto, já molhado de lágrimas. Lucas segurou meu braço e perguntou o que havia acontecido. Dei a notícia. Fizemos muuuuito barulho dentro do museu!
Depois, o telefone não parava de tocar. Minha tia liga gritando, meus amigos, minha psicóloga.
Meu Deus, era aquilo! Não acreditava!
Os dois primeiros nomes que me vieram à cabeça (não que os outros não sejam importantes) foram Fabrício e Tatiana. Fabrício, melhor professor de uma vida inteira, melhor amigo, melhor apoio. Tatiana, psicóloga.
Cheguei em casa e no telefone haviam 21 ligações perdidas.
Meu pai chegou e me abraçou tão forte *__*

Nesse dia, não tive tempo de pensar muita coisa.
Hoje, já com as emoções quase no lugar, pensei em tudo.
Fiz a inscrição pensando que seria minha última te
ntativa. A prova foi realizada um mês após minha primavera ter ido embora e a matrícula na Católica já havia sido feita. Fui lá, fiz o que sabia. Temerosa e cansada. Em minha redação, falei sobre Frida.
E lembro da frase que coloquei no fim: Frida me ensina a viver.

Eu pensava estar tapeando a todos que acreditavam em mim. A tapeada fui eu.
Esse é o fim de uma luta e o início de outra.

O que eu digo agora?
Obrigada serve?
Oi UnB!
Tem muito mais pra dizer, mas por enquanto só consigo isso.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Odeio números ímpares.

Odeio números ímpares. Odeio mais ainda os primos. Mas, por incrível que pareça, os anos ímpares são sempre mais generosos comigo. Deve ser porque neles, eu tenho uma idade par. Daqui a 1 minuto vão ser 11:00, a hora do dia que eu menos gosto.
É que eu tenho duas mãos, dois olhos, duas orelhas, duas pernas, dois braços. E um coração. Tá certo que é só um, mas ele tem duas cavidades; o que me faz ainda gostar dele um pouquinho.
Que maldade é essa com os números? Certo que eu nunca fui fã de exatas, mas sempre achei uma sacanagem esses números ímpares. Porque quando a gente agrupa eles, geralmente em pares, sempre fica sobrando um. Quem pensou nesse que sobra? E os primos? Que tristeza, dividí-los apenas por um e por eles mesmos. Se bem que dois também é primo. Então, pares não parecem tão bons no final. E ímpares somados a ímpares ficam pares. E pares a pares também ficam pares. E pares com ímpares, ímpares.
Logo, estar sozinho não parece tão ruim. Tudo pode ser dividido para uma pessoa. E quando ela está com outra, são duas. E dois é número primo. E dois só divide números pares. E vai sempre sobrar quando forem dividir coisas ímpares. E, se dividem coisas ruins ímpares entre duas pessoas, sempre sobra uma. E a que sobra pesa para um dos lados, e faz com que dois prefiram ser um só, cada um do seu lado. Um mais machucado, outro meio intacto, mas ainda assim ruim. E mesmo se tentarem dividir arduamente, cada um fica com 0,5 do um que sobrou, que também é ímpar.
Preciso começar a gostar dos números ímpares. E a gostar de ser ímpar também. É que essa coisa de muitos números não combina comigo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

The waiting room.

Senti vontade de fazer um post pra "homenagear" minha psicóloga. Ela passou um longo período me aturando e quis logo me dar alta pra se ver livre de mim. Sabe como é, né?
Esse foi o melhor lugar em que estive nos últimos 9 meses. Lugar de mais risadas, de mais calmaria, onde mais li, onde mais fui eu, onde mais percebi coisas que estavam óbvias, mas não conseguia ver.



" Olha, Rafa, certa vez namorei um "caboco" que terminou comigo por estar confuso. Eu ia fazer o quê, né? Deixar ele desconfundir. Combinamos ser amigos, assim eu teria umas migalhinhas e não me sentiria tão sozinha, ele também. O tempo foi passando e começamos a nos falar regularmente. Até então normal. Então ele me convidou para ir ao cinema. Eu fui. O ritual foi o mesmo de sempre. Ele comprou meu doce favorito e escolheu um filme de que eu gostasse. Acabou, fui pra casa. Normal. Dias depois, me convidou para ir ao forró. Fomos. Dançamos. Acabou, fui pra casa. Normal. Ele sempre dizia que eu era uma pessoa maravilhosa, senão a melhor que ele já havia conhecido. Um dia, Rafa, dei uma carona pra ele no meu carro e quando parei na frente da casa dele disse que queria conversar. Ele estava ali, ia dizer não?
- Olha, Fulano, eu quero pedir pra você parar de fazer isso. Ao invés de me fazer bem, faz mal.
- Como assim?
- Fulano, se você não tem sentimentos... Aaah, legal! Mas eu tenho! E isso dói.
- Pensei que você fosse mais madura.
- Isso não tem nada a ver com maturidade!
- Tá bom, posso sair?
- Pode. "

(ele saiu do carro)


Grande pausa, Rafaela com cara de oooh sorrow.




Passa a mão nas pernas e diz: É...




Estamos casados até hoje.




Mil risadas!



Vou sentir falta disso, minha psicóloga é a mais melhor de boa desse mundo *__*
E ontem foi um misto de felicidade com perda, mas um ganho muito maior eu tive!
Como quando você sofre um acidente e tem que fazer fisioterapia e reaprender seus movimentos. Se ela me "largou", é porque consigo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Uma ovelha com cara de homem.

Nessas minhas tardes de discografias e páginas de livros, visitei o blog do Caio Fábio, meu "pastor", e amei o texto, em resposta à uma carta que recebeu. Vou colar apenas um pedaço, onde ele fala dele mesmo, do que ele representa hoje. Uma das coisas que mais me impressiona no Caio é sua simplicidade. Para ele e o Caminho da Graça, você não precisa fazer isso ou aquilo e entrar no nosso "clubinho", basta sua fé. Muitas pessoas sabem da história dele. "Adorado" pelos evangélicos há algum tempo atrás, até ter desistido de levar adiante um Cristianismo de modismos e até outros acontecimentos virem à tona. Mas, enfim. Vamos ao texto, hoje não estou inspirada para coisas minhas.

Desse modo, mesmo querendo viajar para o lugar primitivo da simplicidade do Evangelho, tentam parar-me pela interpretação que julga que ... a)...estou criando um povo; b)...estou criando uma subdivisão do Cristianismo; o que é pior do que botar remendo de pano novo em vestes velhas, ou ainda vinho novo em odres velhos.
Na realidade não tenho a intenção de criar nada, pois, de fato, creio que tudo o que se busca criar em nome de Deus já nasce fracassado...
Quem cria é Deus. E cria pela Palavra do Seu poder.
Eu apenas prego. Mas não olho para frente e vejo um povo, um movimento, um grande poder humano, uma grande influencia na Terra...
Não! Não vejo nada além dos que vejo agora, bem diante de mim... Vejo hoje. Vejo agora. Hoje me basta.
Para o futuro, tudo o que vejo no mundo é a morte da fé e a luta indômita de todos os que desejarem se manter em Jesus e no amor de Deus.
No entanto, não dá para dizer que sofro de Síndrome de Perseguição aos Cristãos nominais... Primeiro porque eu não “sofro”... De fato, sofro mesmo, mas não é de síndrome persecutória... E por que sofro? Ora, sofro porque amo. Amo a toda gente deste mundo. Por isto, pergunto: Como não amaria o povo humano em meio ao qual nasci e que é todo ele cristão?
Não é fácil amar tanta gente e viver em freqüente antagonismo contra muitas práticas dessas mesmas pessoas exatamente por amá-las.
O que eu ganho buscando tal enfrentamento?
Sim, se não creio que acontecerá nada além do que está acontecendo com pessoas hoje, mas sem grandes viradas históricas massivas!?...
Tudo o que não sou é paranóico. Se fosse teria ficado mesmo... Rsrsrs. Mas é porque não sou paranóico que não valorizo as agressões que recebo, as quais agora estão virando até “paranóia minha”... Sim, justamente apenas porque os que antes faziam ostensivamente a perseguição agora temem fazê-la, pois, antes, me julgavam morto e sozinho, e hoje me pensam vivo e muito bem acompanhado...
Então, agora, a coisa está assim: virando “sutil paranóia” minha...
Acho tudo muito engraçado!...
Alguém pode negar que antes os evangélicos me “amavam”?...
Alguém pode negar que meu único agravo aos evangélicos tenha sido apenas o que decidi acerca de minha própria existência, não importando se estava certo ou errado?
Alguém pode negar que fui considerado morto e que como tal fui tratado, sem que ninguém perguntasse se eu ainda vivia?
Alguém pode negar o fato de que em tais circunstancias minha melhor ajuda aos evangélicos seja ser exatamente o que para eles eu me tornei?
A história é a seguinte:
Você está morrendo... Mas eles batem em você até a morte. Então, como você não morre e nem fica “caído” no chão, mas levanta e parte para cima dos agressores... indagando acerca de tal loucura, sendo eles frouxos, correm; e, por isto, você se torne o agressivo aos olhos dos mesmos que viram você caído na estrada, ferido de morte, e nada fizeram...
Desse modo, em tal meio, você se torna culpado até de ter sobrevivido muito bem em Deus!
Sim, se você passa adiante... e segue seu caminho, mas não deseja mais a companhia deles... mais adiante escrevem a você e dizem que você sofre de uma “sutil síndrome de perseguição”... ou que você está amargurado... Amargurado eu estive, mas não hoje... Mas quando eu estava amargurado eles nem notavam, pois estavam ocupados demais tentando me matar de vez...
Ora, hoje, quando me acusam de qualquer coisa, sinto muita misericórdia do engano auto-imposto..., em razão do qual algumas pessoas têm a coragem de me acusar sei lá do quê.
Eu não persigo os evangélicos...
Afinal, que poder teria eu para efetivamente fazer isto mesmo que desejasse?... [e nunca foi e nem será o caso!]
Não! Não é nada disso!...
Afinal, apenas sigo pregando o Evangelho...
Todavia, pergunto: será que a tal perseguição minha aos evangélicos não seria apenas a entregação dos próprios evangélicos acerca do fato que o Evangelho se lhes tornou antagônico?
Quanto à ovelha vestida de lobo, creio que seja apenas o vício religioso de ver lobo nas aparências e de ver ovelhas nas aparências...
Eu não vejo nada assim...
Vejo como Jesus mandou que víssemos, não importando a cara, o cabelo, a imagem, o lugar, o modo, o jeito, as palavras, os sinais de milagres, profecias, curas, prodígios ou a ausência deles!
“João Batista nunca fez nenhum sinal, mas tudo quanto disse acerca de Jesus era verdade!”
Portanto, vejo apenas o conteúdo, o fruto.
Jesus disse que era apenas pelo fruto da vida, do amor, da paz, da graça, da misericórdia, da sinceridade com Deus e com a Palavra, que se poderia ver, discernir e provar o fruto da existência de um homem.
A usar o critério das aparências como chamaríamos Elias e João Batista? De lobos vestidos de peles de cabras? Ou de ovelhas vestidas de cabras?
Sou muito menos do que você imagina, e que minhas intenções nem existem como intenções, pois, minha confiança no Senhor é tanta que não planejo nada... Não uso nenhum sentido de posicionamento estratégico, não tenho nenhuma agenda oculta ou sonho grandioso.
Quanto ao sentido escatológico do tencionemento que você detecta em minha existência, peço ao Senhor que jamais o deixe morrer em mim, pois, no dia em que acontecer tudo morrerá em meu ser.
Andar com Jesus é um caminho de expectação escatológico/existencial todos os dias...
Quem não carrega esse surto de expectativa e de significação em sua existência histórica, existirá sem saber o que seja de fato andar com Jesus estando no mundo sem ser do mundo.
Agora pense:
Se você olha para essa porcariazinha aqui que sou eu, e vê essas coisas grandiosas que você viu, ou mesmo as “contraditórias” que você mencionou — como cara de lobo em natureza real de ovelha —, o que você acha que Jesus suscitou nos dias Dele?
“Este menino será objeto de contradição, a fim de que se manifestem os pensamentos ocultos de muitos corações” — decretou Simeão.
Se eu me tornar apenas um chaveirinho dessa contradição já me sentirei galardoado pelo simples fato de assim poder viver e significar as coisas aos sentidos do mundo.
O fato é que sinto que os cristãos ficaram tão pedrados pelo culto moral à imagem e pela estética da “santificação religiosa” [bem à moda dos fariseus], que, hoje, eu poderia dizer tudo o que digo, sem perseguições, se apenas algumas coisas fossem feitas por mim..., a saber:
1ª – me tornar membro de um conselho de pastores;
2ª aceitar pregar em eventos de “líderes”, dizendo sempre: “Nós”, “nosso povo”, “nosso lado”, “nosso crescimento”, “nossos interesses”...;
3ª cortar o cabelo, a barba, vestir gravata, falar de modo a carregar o sotaque do gueto, e, sobretudo, exaltar o fato de que “se está crescendo é porque está bem”...
Pronto! Basta fazer isto e tudo volta a ser como dantes no Quartel de Abrantes...
Entretanto, digo que enquanto os evangélicos ficam buscando sinais de lobos em roupas, cabelos, barbas, ou formas pessoais de personalidade não clonada pela “igreja” — os verdadeiros lobos botam paletó e gravata, arrumam o cabelo com gel, botam um anel de bispo no dedo, evocam um título qualquer, contratam “seguranças”, levantam dinheiro, organizam eventos, representam a “igreja” junto às autoridades, e falam em nome de Deus sob os améns do povo abençoadamente cego...
Quanto a mim, creia: sou apenas uma ovelha com cara de homem!



Nele, em Quem somos apenas quem Ele nos designou para ser, isso se nosso coração não tiver medo de ser,

Caio.

Aqui, na íntegra.

domingo, 28 de junho de 2009

The cure for the Pain.

Meu corpo sempre me mostra que sou mais frágil do que penso. Que minhas emoções acabam por dominar todo ele e fazê-lo refém. A cabeça, o rim, as pernas, a coluna. Tudo reclama. Reclama pra mim! Exclama pra mim! Na cabeça o analgésico faz efeito, o rim sempre foi ruim mesmo, as pernas ficam pra cima uns minutos, a coluna melhora depois de dormir. E as emoções? São apenas emoções tomando conta de mim. Levando meu corpo. Desaguando gotas no oceano. Nem lembro mais de mim. E quase sempre esqueço de me esquecer.

E aqui, esta noite, enquanto as estrelas estão se apagando
Com toda esperança e os sonhos de que sempre duvidei
[...]Mas a água continuou caindo dos meus olhos
E os céus sabem, os céus sabem
Eu tentei encontrar a cura para a dor

Jon Foreman - The Cure for the Pain

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Só quero que o dia termine bem.

Poetisa de pijama, aqui. Pensando sobre mil coisas que estão por vir. Sobre como o vento frio me dói, sobre a simplicidade de certas coisas que se foram. Sobre a beleza de palavras que nunca saem de mim. Assim, esses lábios pequenos, essa fala tímida, esse sorriso contido que por vezes só exprime tristeza. As mãos inquietas. Os olhos abertos vagarosamente, com um piscar compassado, pseudoverdes e sempre baixos. Repetindo o mesmo quase sempre, pintando esquadros do que parece ser meu coração. Do outro lado só saudade. Silenciada, sufocante. Esperança, talvez. Mas só quero abrir a porta, ver o sol, sorrir. Hoje eu só quero que o dia termine bem.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Deixe a Rafaela ir...

Raramente escrevo textos de cunho teológico, são um pouco "perigosos" e complexos.
Para quem não sabe, não estou mais na igreja. Nada de carteirinha de membro, grupo de jovens, equipe de louvor, secretaria, recepção ou afins. Nada de rituais cristãos nem conceitos doutrinários fundamentalistas.
E... Sobre fé? Individual e firmada em Jesus Cristo.
Estou frequentando o Caminho da Graça, e lá tenho a sensação de estar onde realmente pertenço. Antes que eu comece a discorrer muito sobre isso, falarei das palavras que escutei no último domingo, dia 21 de junho, proferidas não pelo Pr. Caio Fábio como de costume, mas pelo Pr. (?) Fonseca, que eu mal conhecia.
Leu Êxodo 3, quando Deus falou com Moisés através da sarça ardente. Comparou aquele lugar com o "terreno" do nosso coração, que deve ser igualmente "santo". Por vezes pensamos que estar no Caminho da Graça é muito fácil... Onde TUDO é permitido e quase ninguém sabe quem você é, as reuniões são informais e ir uma vez na semana basta pra que esqueçamos tudo e depois voltemos e esqueçamos e voltemos nesse ciclo vicioso de "fé". Não, não é! Ser cristão é mais que frequentar, dizimar ou ter algum ministério. Ser cristão é ser revolucionário. Revolução feita através do amor. Cheguemo-nos com verdadeiro coração, com inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu. E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Hebreus 10:22-24

Então, como disse o Fonseca... Espero que o Faraó dentro de mim me deixe ir para a terra que mana leite e mel.

Vai Moisés... diga a Faraó que Deus quer que eu vá...
Deixe a Rafaela ir.
Your Love is Strong - Jon Foreman
Leva-me longe da tentação,
Salva-me do mal
Eu olho para a janela
As aves estão compondo
Não há uma nota fora da de sintonia
Ou fora do lugar
Eu olho para o prado e fito as flores
Melhor vestidas do que qualquer garota
Em seu dia de casamento
Então por que me preocupar?
Por que me irritar?
Deus sabe o que eu preciso,
Você sabe o que eu preciso
Seu amor é...
Seu amor é...
Seu amor é forte
O reino dos céus esta avançando agora
Invadindo o meu coração
Invadindo essa cidade quebrada
O reino dos céus é um tesouro enterrado
Você vai vender-se pra comprar algo que você encontrou?
Duas coisas você me disse: Que você é forte e você me ama, sim, você me ama...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sobre o que estou lendo. (parte 2)

Camila Oliveira. E todo mundo acreditava MESMO que éramos irmãs.
Quando a gente lê, entende. Mas quando lê e gosta, sente. Eu sinto muito do que ela escreve, e esse é o texto de autoria dela que mais me faz sentir. É quase como se escrevêssemos juntas.
PS.: Eu sei que você odeia essas fotos do século passado. Eu também as odeio, mas amo você. Então tudo fica bem.

Seios Jovens

Escrever, ler, viajar, fotografar e amar: Viver! Já disse para o mundo que eu quero é viver. Vem uma resposta, muda, mas feroz, na primeira. Depois, ele pergunta: Viver o quê? Do quê? Livros, romances, estradas. Ele devolve asperamente: depois da graduação poderá viver.
A história da minha vida não tem um centro, mas tem um caminho. Já contei alguma coisa sobre ela. Eu queria mesmo era parar de falar somente dos momentos esclarecidos, partir para os momentos secretos, das coisas que ocultei sobre certos fatos, certos sentimentos. Começamos sempre a escrever num ambiente que nos obriga ao pudor: escola. Escrever, pra eles, é ainda moral. Pra mim, às vezes, pode não significar nada. Por vezes sei disto: A partir do momento em que não for, confundida todas as coisas, ir ao sabor da vaidade e do vento, escrever é nada. Quando não for, sempre, a confusão de todas as coisas numa única por essência tosca, escrever é publicidade. Mas na maioria das vezes não tenho opinião sobre isso, vejo que tudo é aberto. Só quero não ter muros. Que a palavra escrita não se esconda. E sua inconveniência seja respeitada.Ah! Sei não. Foi. São. Dezessete anos e três quartos. Corpo assim. Seios jovens. Pintada de rosa-pálido, vida Negra. Nessas roupas minhas que podem provocar riso, mas das quais ninguém ri. Me encontro num dilema de 4. 4 escolhas. Todas ao resto da vida refletirão.Observo as mulheres do ônibus e do metrô. São belíssimas, cuidadosas consigo. Meu Deus do céu!! Belo não é isso. Não tem que fazer nada, apenas preservar-se (conversa de vó sabida). Sei que o problema não está aí, não sei onde está. Sei apenas que não é onde pensam. Não é preciso estimular o desejo. Já está presente desde o primeiro olhar ou não será nunca. É a percepção imediata de um relacionamento de sexualidade ou não é nada. E sei disso há tempos. Antes de tudo.






segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sobre o que estou lendo.

Ando lendo muitas coisas. Blogs, livros, bulas... Esse texto é de autoria de Arnaldo Jabor, e, baseado em mim e em milhões de pessoas quase como eu, que pensam quase como eu e vivem quase como eu.

Ser adulto

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:- ‘Ah, terminei o namoro… ‘
- ‘Nossa, quanto tempo?’
- ‘Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou’
- É, não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona… Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate… se joga… se não bate… mais um Martini, por favor…e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer… A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar. Enfim… Quem disse que ser adulto é fácil?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Frida Kahlo.

Há meses sentia vontade de escrever sobre ela, mas outras coisas foram aparecendo... Decidi dar uma folguinha a meus queridos leitores e postar de dois em dois ou três em três dias.

Sempre quando penso em filmes, músicas e pessoas; procuro lembrar-me de como foi o primeiro contato. Com Frida foi pelo filme. Era aula de arte em 2007 e não assisti ao filme até o final. Mas foi o suficiente para me apaixonar. Nas primeiras semanas, deixei passar essa sensação e acabei por esquecer Frida, que logo depois se fez lembrar quando a professora perguntou o que havíamos achado do filme. Ninguém gostava muito da professora, ela era excêntrica e não muito carismática, cabelos crespos e sotaque gaúcho. Valéria era seu nome. Ninguém respondeu à sua pergunta, então ela apontou para mim: "Rafaela, guria, me diga o que achaste do filme." Todos me olharam como quem tem uma plaquinha de neon na testa "Se ferrou! Ninguém prestou atenção no filme!". Eu disse: "Gostei da sensibilidade dela". Na hora, até mesmo a professora ficou espantada! Seria possível que alguém naquela sala houvesse realmente prestado atenção e gostado do filme? Sim, era possível. Eu.
Pesquisei um pouco mais sobre Frida Kahlo e suas obras, e sobre Trotsky, com quem teve um caso... Frida acabou no meu esquecimento novamente, pois Trotsky me parecia mais importante no momento.
Neste ano, lembrei de Frida. Senti uma imensa vontade de assistir àquele filme novamente. Procurei na internet, mas não consegui baixar. Numa dessas pesquisas, achei o DVD à venda por um preço inacreditável. Corri e comprei. Agora teria Frida para apreciar em casa, não mais numa aula de 75 minutos.
Assisti pela 5º vez um dia antes de uma prova cujo tema da redação era como os filmes influenciavam nossas vidas. Pronto! Frida era perfeito.
Quando tive tempo de apreciar Frida, descobri vários porquês e várias coincidências.
Caso queiram a biografia dela http://pt.wikipedia.org/wiki/Frida_Kahlo
Em resumo, sua vida e sua obra foram profundamente marcadas pelo acidente que ela sofreu aos dezoito anos e também por seu relacionamento amoroso com o pintor Diego Rivera, com quem se casou em 21 de agosto de 1929 - dia do meu aniversário. Grande parte da obra de Frida é composta por auto-retratos em que ela reelabora expressivamente seu sofrimento e sua paixão. Como se sabe, em 1925, no choque entre o ônibus em que viajava e um bonde, Frida Kahlo teve a região da pélvis trespassada por uma barra de ferro que rompeu-lhe a coluna vertebral em três lugares na região lombar, além de fraturar-lhe vários outros ossos. Essa fatalidade mudou completamente o curso de sua existência, fazendo com que fosse abandonado seu projeto de tornar-se médica. Como agravante, ela foi informada de que jamais poderia ter filhos através de parto normal, recebendo a recomendação de não engravidar.
Frida me ensinou muitas lições. Ensinou que a vida, mesmo sofrida, merece ser vivida. Ela eternizou e externizou suas dores e conflitos, e foi isso que fez dela quem é. Ela cria trazer todas as chagas do mundo dentro de si, e acredito que era mesmo assim. As pessoas se indentificam com Frida por seu sofrimento. A arte é isso. Tudo que todos os seres humanos vivem traduzidos da mais bela maneira possível, por isso acabam se identificando com ela, sua vida, seus quadros e frases. Porque é tudo muito humano. É amargo e ao mesmo tempo cheio de ternura.
Mas o que creio ser a lição principal, eu ainda não a aprendi em sua plenitude. Mais do que mostrar a vida de Frida Kahlo, o filme mostra o amor incondicional que ela nutria por Diego, que, de alguma maneira, também o sentia por ela, mas de um modo diferente. Diego viajou, festejou, teve muitas mulheres, teve grande prestígio e reconhecimento. Depois disso, percebeu o quanto sua vida era vazia sem Frida, que, compassiva, o aceitou de volta.



Eu não seria justa ao escrever sobre ela. Nunca seria justa. Nunca conseguiria. Não sou digna disso. Mas um belo dia escreverei uma coisa mais decente e bem maior.

''Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.''
''Não estou doente. Estou partida. Mas me sinto feliz por continuar viva enquanto puder pintar.''
''E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.''

''Toda esta raiva simplesmente me fez compreender melhor que eu o amo mais do que a minha própria pele, e que, embora você não me ame tanto assim, pelo menos me ama um pouquinho - não é? Se isto não for verdade, sempre terei a esperança de que possa ser, e isso me basta...''
Em referência à Diego
''Para que preciso de pés quando tenho asas para voar?''
''Eu vou mal e irei pior ainda mas aprendo pouco a pouco a ser só, e isso já é alguma coisa, uma vantagem, um pequeno triunfo.''

E a última frase de seu diário: "Espero que a partida seja festiva. E espero nunca mais retornar"

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sobre a vida e a morte.

Quando vivemos, assim, meio que no automático, acabamos não pensando em morrer. Porque é confortável vivermos com a ilusão de que não pudéssemos morrer.
Hoje pensei em morrer como nunca em minha vida. Não em morrer porque quis me matar - porque o que eu quero é viver - mas pensei nisso porque não posso excluir essa possibilidade da minha tão curta e vivida vida de dezessete anos. Não me importo com as coisas materiais que provavelmente deixarei, nem com as pessoas que provavelmente sofrerão com isso. Penso nas coisas boas que deixarei nessa minha tentativa de ser sempre uma pessoa melhor. Penso em como as pessoas lembrarão de mim.
Calafrios tomavam meu corpo hoje de madrugada, dores, suor e sonhos. Sonhei que morria. Morria queimada junto com meus rascunhos de textos. Então, hoje, tudo parecia tão estranho... Vivi as poucas coisas que me aconteceram nesse dia como se fossem as últimas. Vi o Renato (amigo que está na Áustria) pela webcam, eu estava usando a pulseira que ele me deu na sua festa de despedida, não pude deixar de dizer que o amava, nem as lágrimas deixaram meus olhos em paz enquanto olhavam para ele. Hoje também fiz a matrícula pro meu curso de Letras e já amei o nome das disciplinas: Estudos Crítico-Teóricos da Literatura; Literatura, Leitura e Interpretação; Introdução aos estudos da Linguagem I; Leitura e Produção de Textos e Metodologia Científica. Chamam isso de estudar? Eu chamo de "me apaixonar".
Limpei meu quarto e organizei meus CDs por ordem alfabética e ano de lançamento, reli e-mails antigos e cartas, abri a janela e deixei entrar luz e sol para minhas flores.
Ajudei meu pai a lavar o carro e fiquei reparando o quanto ele é bonito e jovem, mesmo com a barba ficando grisalha; minha irmã pediu que eu a ajudasse em português e história, e, pela primeira vez achei isso bonito e me senti importante para ela.
Dei banho na Pandora, e fiquei observando o quanto ela fica agoniada com a água fria, e o quanto ela fica bonita toda molhada, o quanto ela precisa de mim e o quanto demonstra seu amor quando deita em meus pés.
Assisti ao filme Sete Vidas. Desabei.
Uma amiga de infância me ligou... Só pra ouvir minha voz e conversar besteira. Eu não sei há quanto tempo meu celular não tocava e nem há quanto tempo não ria da ironia de nossas vidas.
Minha mãe conversava comigo sobre algo que não me lembro, só lembro da expressão que ela fazia... Mexia muito as mãos e sorria, provavelmente comentando sobre a faculdade; mas eu só conseguia ver naquele rosto uma adolescente quase como eu, cheia de vida, expectativa e de alegria, não por ela, mas por mim. Eu queria dizer, bem ali, na mesa da cozinha, que eu a amava muito, mas seria estúpido dizer isso assim...
Senti muita vontade de ligar para uma pessoa e conversar como conversávamos há meses atrás. Mas não o fiz. Essa pessoa provavelmente não estaria em casa na hora em que eu gostaria de conversar, e, provavelmente eu não teria coragem de ligar.
Por fim escutei lindos versos de um amigo artista e expert na voz, composição e no violão; Paulo Braz:


" Um vento leve entra pela janela
Espalha pela casa o cheiro dela
É fim de tarde lá no quintal
Coral de pássaros... Sobrenatural
A cadeira na varanda
O rádio toca uma valsa
Lembrança de tempos bons
Um livro, uma lareira
Sua trança, seu sorriso
Tudo à sua maneira
A sua falta é uma dor congelada no peito
O quadro perde a cor
O piano, o seu jeito
O girassol não segue o sol
Não segue a valsa
A pressa virou pausa
E o luto virou cor
O luto virou cor
Se o amor é dor que desatina sem doer
Preciso dessa dor pra poder viver
Coração feito pra viver a dois
Não suportará a dor de estar pela metade
Pulsará lento
Pulsará lento
Pulsará
Lento... "

Eu senti vontade de chorar, e chorei. Não por tristeza, mas por ter vivido o dia de hoje como se eu não fosse acordar amanhã. Agora mesmo, enquanto escrevo, meus olhos ficam marejados. É excesso de vida em mim, excesso de pensamentos... Excesso de filmes e literaturas. Excesso de vida. Vida sofrida sempre bonita. Vida vida vida.
Gostaria de dizer que me importo, gostaria de dizer "Oi", gostaria de dizer o que sinto. Parei para pensar. Já disse isso pra quem merecia escutar. Repetir não é necessário.


Então... Quando eu partir não chorem por mim. Começarei a pensar na eternidade como uma realidade. Começarei a pensar no céu como meu limite.

Para finalizar, Jon Foreman e uma linda performance de Learning How to Die: http://www.youtube.com/watch?v=h70CCpk8nrQ&feature=related

sábado, 13 de junho de 2009

São duas da manhã.

São duas da manhã do dia 13 de Junho
Começou assim
Ela debruçada sobre a cama
Rosas vermelhas no chão
Novo começo ou novo final?
Nova confusão
Ela nunca sabe
Choviscos caem lá fora
O sono não vem
Não vem a euforia
Ela sonhava
Mas não dormia
Sofria
Bem, isso é passado
E hoje é sábado
Há tempo de provar do mar
Provar as estrelas
Correr na rua fria
Pensar em sua vida
E comparar minuciosamente
Todos que encontrar
Com aquele que
Simplesmente se foi...
Num belo dia.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Então... Fique.

Fique com seus livros
Seus conceitos, seus blefes
Fique com seu ego ferido
Sua tese, seu castigo
Fique com sua certeza estúpida
E suas fantasias sobre a vida
Fique com seu bem-estar
E sua camuflagem
Fique com tudo, covarde!
Fique confortável
Fique inconsolável
Fique só.

domingo, 7 de junho de 2009

Inspiração Noturna.

Não, eu não vou usar frases feitas
Não sou assim, nunca fui
Carrego dentro de mim a minha mais pura verdade
Meu mais tímido poema de rimas infantis
Talvez amor, ou um sentimento estranho
Que entra pela minha porta, sempre entreaberta
Flores que em minha janela murcham e florescem mais lindas a cada dia
Que tudo fique bem, que tudo esteja bem
Mesmo quando eu enlouquecer
Com ou sem você
Mas sempre comigo
Que minha gaita toque um blues de esperança, mesmo melancólico
Espero me perder de mim mesma, para meu bem
Espero, no final, me encontrar

" Espero que a partida seja festiva
E espero nunca mais retornar " Frida Khalo

sexta-feira, 5 de junho de 2009

MTV Movie Awards e o senso comum.

MTV Movie Awards é uma premiação realizada pela MTV americana que escolhe os melhores do cinema por votação popular. Até então pensei ser o máximo! Afinal, não haveria "panelinha cult" nem marmelada, mas o que aconteceu foi o oposto: Senso comum nada sensato!
Sempre odiei senso comum, odiei não ter o direito de dizer "Ou não", e sou sempre criticada por isso. Acho que nada é estável demais para não ser questionado. Acho também; que por isso nunca consegui gabaritar uma prova de literatura, porque ela instiga demais o pensamento em muitas áreas, e eu não sei pensar só com meu "senso comum interno", se é que isso existe.
Voltando ao assunto. A transmissão do MTV Movie Awards foi veiculada dia 31 de maio pela MTV brasileira e eu não assisti. Hoje passou a reprise, e eu, passeando pelos canais consegui acompanhar desde o começo! Que eu adoro a MTV não é novidade; é uma TV jovem, inovadora, crítica e que apoia o ativismo ambiental *_* O Movie Awards desse ano foi recheado de palavrões e piadinhas sórdidas (o que é bem normal e eu adoro), teve show com Kings of Leon e Eminem com Dr. Dree. E, falando do Eminem, um homem com roupa de anjo voava pela platéia quando caiu com o "popô" desnudo virado para o rosto do rapper. Ele, que não achou muita graça, retirou-se imediatamente. (Apelou, perdeu! Não sabe brincar, não brinca Eminem! Cadê o seu bom humor como no clipe We Made you? Aaaah, não gostou? Conta pra mamãe, vai! - sim, estou sendo irônica)
Mas eu fiquei MUITO, e repito: MUITO, mas muito mesmo desapontada!
Eu realmente não sei se nesse caso preferiria uma panelinha cult, baseada na real qualidade dos indicados e que julgasse os concorrentes ponderadamente.
Concordei apenas com algumas (uma) categorias (categoria), e discorrerei um pouco sobre cada uma delas. (PS.: Eu não sou crítica de cinema, as opiniões aqui veiculadas são MINHAS e baseadas em MINHAS visões sobre os filmes aos quais assisti. E se você é fã de Crepúsculo, vou dizer uma coisa: Não me importo.)

MELHOR FILME
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro
High School Musical 3: Ano da Formatura
Quem Quer Ser Um Milionário?
Crepúsculo

Adivinhem? Crepúsculo venceu! Eu quis morrer! Será que só menininhas da idade da minha irmã votaram nesse MTV Movie Awards? Não que esse filme não seja bom, mas, meu DEUS, por favor, não tem como compará-lo aos outros concorrentes! Eu só ficaria mais passada se o High School Music 3 vencesse. Enfim, sobrevivi!

MELHOR ATRIZ
Angelina Jolie - "O Procurado"
Anne Hathaway - "Noivas em Guerra"
Kate Winslet - "O Leitor"
Kristen Stewart - "Crepúsculo"
Taraji P. Henson - "O Curioso Caso de Benjamin Button"

Adivinhem de novo? Kristen Stewart levou! Por favor, MTV! Não creio que ela seja melhor que a Angelina Jolie em "O Procurado", que é um filme magnífico! E são atrizes de "calibres" totalmente diferentes! Angelina Jolie merecia uma retratação, além do mais, Kristen deixou seu prêmio cair no chão!

MELHOR ATOR
Christian Bale - "Batman - O Cavaleiro das Trevas"
Robert Downey Jr. - "Homem de Ferro"
Shia LaBeouf - "Controle Absoluto"
Vin Diesel - "Velozes e Furiosos 4"
Zac Efron - "High School Musical 3: Ano da Formatura"

Zac Efrom levou. É, comprovei que só votaram nesse prêmio as menininhas.

REVELAÇÃO FEMININA
Amanda Seyfried - "Mamma Mia!"
Ashley Tisdale - "High School Musical 3: Ano da Formatura"
Freida Pinto - "Quem Quer Ser Um Milionário?"
Kat Dennings - "Nick & Norah: Uma Noite de Amor e Música"
Miley Cirus - "Hannah Montana: O Filme
Vanessa Hudgens - "High School Musical 3: Ano da Formatura"

Ashley Tisdale levou. Comprovei mais ainda que só foram menininhas que votaram.

REVELAÇÃO MASCULINA
Ben Barnes - "As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian"
Bobb'e J. Thompson - "Modelos Nada Corretos"
Dev Patel - "Quem Quer Ser Um Milionário?"
Robert Pattinson - "Crepúsculo"
Taylor Lautner - "Crepúsculo"

Robert Pattinson levou. [ironic]Viva a hegemonia de fãs do "Crepúsculo"![/ironic]

MELHOR ATUAÇÃO CÔMICA
Amy Poehler - "Uma Mãe Para o Meu Bebê"
Anna Faris - "A Casa das Coelhinhas"
James Franco - "Segurando as Pontas"
Jim Carrey - "Sim, Senhor"
Steve Carrell - "Agente 86"

Vivaaaaaaa! Jim Carrey levou! Muito merecido! O cara é um gênio e esse filme é muito bom! Ele soube agradecer pelo prêmio sendo menos piegas que os outros. Porque Jim Carrey é Jim Carrey afinal!

MELHOR VILÃO
Derek Mears - "Sexta-Feira 13"
Dwayne Johnson - "Agente 86"
Heath Ledger - "Batman - O Cavaleiro das Trevas"
Johnathon Schaech - "A Morte Convida Para Dançar"
Luke Goss - "Hellboy II: O Exército Dourado"

A MTV não exibiu essa categoria, mas aposto no Luke Goss.

MELHOR BEIJO
Angelina Jolie e James McAvoy - "O Procurado"
Freida Pinto e Dev Patel - "Quem Quer Ser Um Milionário?"
James Franco e Sean Penn - "Milk - A Voz da Igualdade"
Kristen Stewart e Robert Pattinson - "Crepúsculo"
Paul Rudd e Thomas Lennon - "Eu Te Amo, Cara"
Vanessa Hudgens e Zac Efron - "High School Musical 3: Ano da Formatura"

Competindo com dois beijos homossexuais, um beijo de formatura e outro fantástico ente Angelina Jolie e James McAvoy, viva a hegemonia do "Crepúsculo" mais uma vez!

MELHOR LUTA
Anne Hathaway vs. Kate Hudson - "Noivas em Guerra"
Christian Bale vs. Heath Ledger - "Batman - O Cavaleiro das Trevas"
Robert Pattinson vs. Cam Gigandet - "Crepúsculo"
Ron Perlman vs. Luke Goss - "Hellboy II: O Exército Dourado"
Seth Rogen e James Franco vs. Danny McBride - "Segurando as Pontas"

Nem preciso dizer. "Crepúsculo" mais uma vez. Dessa vez não fiquei tão desapontada, apesar da luta do Hellboy ter sido muito mais emocionante.

MELHOR MOMENTO WTF (What The F***!)
Amy Poehler fazendo xixi na pia - "Uma Mãe Para o Meu Bebê"
Angelina Jolie e a bala circular - "O Procurado"
Ayush Mahesh Khedekar pulando na poça de cocô - "Quem Quer Ser Um Milionário?"
Ben Stiller provando a cabeça decapitada - "Trovão Tropical"
Kristen Bell rompendo com Jason Segel nu - "Ressaca de Amor"

A MTV não exibiu essa categoria também. Desses acima eu só assisti ao "Procurado", e posso afirmar que o momento da bala circular foi muito WTF, muito, muito mesmo!

MELHOR CANÇÃO

"Jai Ho" de A.R. Raham ("Quem Quer Ser Um Milionário?")
"The Wrestler" de Bruce Springsteen ("O Lutador")
"The Climb" de Miley Cirus ("Hannah Montana: O Filme")
"Decode" de Paramore ("Crepúsculo")

Não, não foi a "Decode" que ganhou. A única categoria em que eu achei que "Crepúsculo" merecia ganhar. Também não foi o Bruce Springsteen, que tem uma belíssima voz e é um grande ícone do rock britânico. Foi "The Climb" da Miley Cirus. Menininhas votando!

MTV, façam votação popular só para maiores de 18 anos, por favor! Ou então deixem a panelinha cult decidir. Que fiasco!
Tenho certeza que esse eleitorado do Movie Awards não assistiu a nada além de "Crepúsculo", "High School Musical 3" e "Hannah Montana"!

PS.: Teve show do Kings of Leon, e, isso sim salvou o MTV Movie Awards.
Acima, o clipe oficial da música "Use Somebody" dos caras. Vale a pena conferir!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A internacionalização do mundo.

Passada a pira de ontem, volto aqui.
Em minhas madrugadas de estudo, quando cansei-me de resolver exercícios de análise combinatória fui ler um pouco da minha apostila de geografia e encontrei um texto FANTÁSTICO do meu querido Cristovam Buarque que foi publicado em 10 de Outubro de 2000 na jornal "O Globo" - mesmo sendo velho, é muito atual.
E toda e qualquer pessoa que acredita na educação como meio de mudança, dignidade e transformação, admira esse homem; entre outros aspectos. Incluo-me nessa categoria. Irei transcrever o texto aqui, não reparem possíveis erros.

"Fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia, durante um debate, nos Estados Unidos. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como ponto de partida para uma resposta minha. De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia.
Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Respondi que, como humaista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizaremos tambéms as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia é para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da humanidade.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, possa ser manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido intenacionalizado.
Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniram o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada.
Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizaremos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola.
Internacionalizaremos as crianças, tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como patrimônio da humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa."

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Everything is shit.

Eu não prentendia escrever nada hoje, - até porque preciso estudar - mas estou impelida por um misto de sentimentos.


Eu passei no vestibular da Universidade Católica de Brasília. No instante em que vi a lista de aprovados fiquei feliz. Passei em primeira chamada e pro curso que eu queria e marquei como primeira opção. Legal. A UCB é uma boa faculdade, e, não tão cara pro curso de Letras, além de ser mais específico para estudos literários, que são minha REAL paixão.
Nesse mês, farei mais três vestibulares. Sendo um deles para UnB. O único em que não tentarei para o curso de Letras.
Comecei a pensar sobre tudo o que tenho vivido e vivi. Eu perdi parte significativa dos meus dias afogada em depressão no ano passado e agora eu "ressurgi", mas retomar de onde eu parei está sendo mais difícil do que eu imaginava.

Estudar tem sido penoso. Estudar sozinha tem sido penoso. Aprender as exatas via internet e livros não é tão difícil, mas não tem tanta graça quando não se tem ninguém para comentar sobre as resoluções das questões. Enfim, a solidão não me incomoda mais. Não sou sozinha porque gosto, sou porque aprendi a ser assim.
Agora, todas as questões que carreguei a minha vida inteira vem me atormentar. E seu eu passar na UnB? Para um curso que eu nem tenho tanto interesse, por comodidade, por facilidade. Estou sendo o que abominava há algum tempo. O que uma graduação significa? Anular minhas vontades e meus ideais, mesmo que pareçam tão altruístas e sonhadores?
Qual é meu sonho? Pelo quê eu tenho corrido atrás?
Acho que encontrei a resposta.
Meu sonho? Aaah, eu quero ser feliz! Quero poder estar feliz! Quero que meus futuros alunos tenham as sensações que eu tinha quando estava sentada na carteira do JK. E só isso.
Estou tentando descansar, relaxar. Mas eu mal durmo. Meus dias se resumem a muitos números. Números de questões de estatística e números de dias que faltam para minha vida tomar (algum) rumo.

Enfim, os últimos dias tem passado por mim sem marcar muito. Continuo levantando às 6:00, tomando meu cappuccino e caminhando pela rua. Pausei a leitura do "Sonho de Cipião" pela segunda vez, e não consigo escutar muitas músicas que não me deem sofreguidão. O vento é frio e a pressa virou pausa. A pipoca virou borracha enquanto eu esperava companhia para assistir a um filme. Muitos papéis me rodeiam. Lembranças me machucam. Meu coração dói. A ficha caiu e nada faz tanto sentido agora.

Mas eu tenho que levantar minha cabeça e seguir em frente. Pra onde eu não sei ainda. E tenho medo. Preciso ser compassiva comigo, e estou realmente tentando.



Não comentem.
Ou comentem.
Quando eu retomar minha consciência, vou me ridicularizar por isso.