domingo, 25 de outubro de 2009

Como ele era.

Sua vida de ausências o ensinou a ausentar-se dela. As pessoas pouco importavam. Ele queria bem-estar, aconchego. Queria tudo o que a vida havia lhe negado e que ele havia negado às pessoas ao seu redor. Sentia a necessidade de ter e ser alguém. Perdeu amores, casa, família, colo. Decidiu roubar de cada uma que entrasse em sua vida. Da primeira ele roubou a vontade de viver. Da segunda, a vontade de ter. Da terceira, a vontade de ser. Da quarta, a vontade das vontades. Mas dela, ele tirou tudo sem dar absolutamente nada. Levou o sonho, a brisa, a poesia. Murchou suas flores. Quem domaria seu coração selvagem? - a menina me perguntava em prantos.
Eu disse:

- O tempo, querida, o tempo.

4 comentários:

Paixão e Graça disse...

Excepcional!
Gostei muito do seu blog e de suas ideias ... Parabéns!

Alan Tinoco
www.paixaoegraca.blogspot.com

carina disse...

O tempo é a essencia de tudo na vida*-*

Lua da Paz disse...

Some não porra!
cade teus posts?

Elayne disse...

Oi Rafaela,

Visitei um site http://www.decoeuracao.com/ , e lembrei-me de você. Postaram fotos da casa da Frida Kahlo, e como sei que gosta dela, não pude deixar de compartilhar.

Abraços