sexta-feira, 18 de julho de 2008

Não quero.

Eu não quero me afogar em sentimentos
Te mostrar que sem você não sou ninguém
Não quero deixar essa angústia me corroer
Nem essa espera me matar
Essa paixão não pode me atacar
Não quero que olhe em meus olhos
Pois bem lá no fundo você vai ver
Vai saber o meu segredo
Só me deixe aqui.




Não passei no vestibular. Fui eliminada por causa da redação. Bem irônico, não é? Eu, redatora por natureza. As palavras parecem sempre saltar de mim, serem minhas amigas. Não sei explicar o que aconteceu, tampouco o que sinto nesse exato momento. Caí do cavalo.
Love is a losing game - Amy Winehouse

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Ironia do destino.

Irônico é tudo em minha vida.
De uma maneira anestesiada e melancólica, tudo acaba em ironia.
Essa ironia não fere mais, só me paralisa.
Deixa tudo, esquece tudo, escuta só o silêncio bater nas paredes... Abraça a solidão.


Um beijo da pseudoescritora.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Caracteres Lispectorianos.

Todo mundo diz que ao escrever, lembro Clarice Lispector. Essa coisa de divagar sobre a vida e colocar amor em tudo, mesmo que seja um amor desacreditado é bem a cara dela (e a minha também).

Mas creio ser de um perfil bem mais inconstante e elétrico, deprimido e feliz ao mesmo tempo. Silencioso em sons e falante em forma de escrita.
Alguns dias atrás, fiz o vestibular da UnB, concorrendo para Letras Português - Bacharelado/Licenciatura. A minha pequena esperança vem e vai, mas dia 14 de julho saberei.


Bem, minha terceira redação vai ser pulicada no site do colégio, inspirada em uma história real e beeeem Lispectoriana.








Cinco ou dez coisas que sei sobre ele




Dele, sei pouco.
Sei que sempre senta no fundo do ônibus e parece cansado todos os dias.
Que estuda, não sei onde, mas traz consigo livros.
Que possui um sorriso tal que faz minhas pernas tremularem.
Que anda com pressa, mas sempre parece não ter destino.
Que seus olhos são profundos e serenos.
Que completa meus dias sem dizer nenhuma palavra.
Mas hoje sei que fala, que sua voz é doce, que seu sorriso quando de perto traz borboletas ao meu estômago e me faz tremular e tontear ao mesmo tempo.
Seu nome não sei, e isso me basta.

Marrie Aine está voltando, aguardem próximos posts.

Um beijo da pseudoescritora, e se cuidem.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Crise aguda de sexta-feira.

O pólo negativo.

Não sei bem o que acontece comigo nesses dias.
Não por ser sexta, mas por ser crise. Ás vezes eu me sinto muito menos.
Menos esforçada, menos otimista, menos dedicada, menos merecedora, menos capaz, menos feliz, com menos vontade de qualquer coisa.
Estou desplugada de quase tudo. Minha internet funciona nos dias em que decide que sim, os programas não me aparecem, mas também não tenho grana pra eles, o celular serve só para os joguinhos que já joguei mil vezes, o teto cansou, porque eu ficava encarando muito ele, sinto sono descomunal, sede descomunal.
Já não agüento mais o falatório dos professores chatos, a pilha de exercícios pra fazer e a preocupação com data de apresentação e entrega de trabalhos, notas e reuniões. Um turbilhão.


Tenho um peso grande nas costas, provas, vestibular, responsabilidades que estão sendo esquecidas e mais mil coisas que não me deixam em paz.
Espero melhorar, ah! Eu espero sim.


Que esse meu anseio
Se transforme na paz que mereço
Que o meu cansaço
Se torne apenas mais um dia ensolarado


So help me God!