Pra um lugar onde nem eu sei.
Ultimamente tenho pensado coisas. Muitas coisas. Sei que sou uma mulher beeeeeem diferente das outras, e se todas as outras fossem iguais a mim, não sei para onde iria a humanidade. Mas se elas não fossem TÃO diferentes talvez as coisas seriam um pouco melhores.
Queria ter algo interessante para escrever aqui, mas minha agenda anda vazia nas últimas semanas... Assim como minha vida. Vazia. Partindo do princípio que suicidar-se não é apenas planejar e executar sua própria morte, mas é quando você abdica de viver, e se condiciona a existir apenas, assim está morto.
Tenho lutado contra isso, me esforçado. É difícil.
Para não sair "gão", tenho uma novidade: dia 20 de novembro estarei palestrando no colégio onde vai ser comemorado o dia da Consciência Negra. O tema de minha palestra é "Como o preconceito se apresenta nos dias de hoje".
Só o fato de ser branca e estar na organização do dia da Consciência Negra já fui sutilmente criticada... Isso me choca. Coisas do tipo: "Você nem é negra, o que tá fazendo?", ou então "Porque vocês não criam o dia da consciência branca?", outros acham um barato o dia da conciência negra, dessa maneira, é menos um dia letivo... Esses pensam até que deveria ser a semana da consciência negra, para poderem dormir mais.
A data coincide com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, e , se você não sabe que é ele precisa urgentemente saber.
É um dia voltado à valorização do negro, de sua cultura e resistência. Um dia da conciência negra no Brasil parece não fazer sentido para alguns, mas é uma questão social. 92% dos brasileiros não se consideram racistas, e destes 100% conhecem pessoas racistas. Como, então, existem tantas pessoas que não são racistas que conhecem TANTAS pessoas que são?
Mais à frente, divulgarei meu texto oficial da palestra.
Um abraço da pseudoescritora.






