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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Na maré baixa.

Aqui estou, na maré baixa... Ela nunca chega a subir, mas sempre me carrega.

Pra um lugar onde nem eu sei.

Ultimamente tenho pensado coisas. Muitas coisas. Sei que sou uma mulher beeeeeem diferente das outras, e se todas as outras fossem iguais a mim, não sei para onde iria a humanidade. Mas se elas não fossem TÃO diferentes talvez as coisas seriam um pouco melhores.
Tudo tem um ar de despedida agora, final de festa...
Queria ter algo interessante para escrever aqui, mas minha agenda anda vazia nas últimas semanas... Assim como minha vida. Vazia. Partindo do princípio que suicidar-se não é apenas planejar e executar sua própria morte, mas é quando você abdica de viver, e se condiciona a existir apenas, assim está morto.

Tenho lutado contra isso, me esforçado. É difícil.





Para não sair "gão", tenho uma novidade: dia 20 de novembro estarei palestrando no colégio onde vai ser comemorado o dia da Consciência Negra. O tema de minha palestra é "Como o preconceito se apresenta nos dias de hoje".
Só o fato de ser branca e estar na organização do dia da Consciência Negra já fui sutilmente criticada... Isso me choca. Coisas do tipo: "Você nem é negra, o que tá fazendo?", ou então "Porque vocês não criam o dia da consciência branca?", outros acham um barato o dia da conciência negra, dessa maneira, é menos um dia letivo... Esses pensam até que deveria ser a semana da consciência negra, para poderem dormir mais.
A data coincide com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, e , se você não sabe que é ele precisa urgentemente saber.
É um dia voltado à valorização do negro, de sua cultura e resistência. Um dia da conciência negra no Brasil parece não fazer sentido para alguns, mas é uma questão social. 92% dos brasileiros não se consideram racistas, e destes 100% conhecem pessoas racistas. Como, então, existem tantas pessoas que não são racistas que conhecem TANTAS pessoas que são?

Mais à frente, divulgarei meu texto oficial da palestra.


Um abraço da pseudoescritora.

domingo, 2 de novembro de 2008

Amy Winehouse.

De cara esse título já causa respulsa a certas pessoas, mas se você for persistente em ler meu artigo, verá que não são meras idiotisses.





Já queria ter escrito sobre ela antes, mas hoje algo que motivou. Uma cantora gospel foi ao programa do Raul Gil e simplesmente disse que ela tem o "capeta" no corpo. Engraçado como tudo é culpa do capeta... Faltou dinheiro? Capeta. Não passou no concurso? O capeta não deixou. Tem problemas emocionais? É tudo o capeta!
Odeio radicalismos e fundamentalismos, principalmente de cunho religioso.
Tampouco Jesus Cristo foi religioso. Pasmem, ele era talvez o avesso da igreja. Enquanto a igreja dizia que a mulher adúltera deveria ser apedrejada até a morte, ele disse: "Quem não tem pecado atire a primeira pedra. Vá em paz, mulher, e não peques mais" . Enquanto a igreja dizia que o publicano era ladrão, Jesus dizia "Ainda hoje repousarei em tua casa". Enquanto a igreja disse que o ladrão deveria ser crucificado, ele disse: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso". Jesus não era um radical. Ele veio para quebrar tudo isso. Se não fosse assim (se ele fosse como todos) não teria dividido a história.
O problema é que alguns evangélicos atrofiados distorcem e julgam o que lhes parece ofensivo. Eu sinto VERGONHA disso. Sinto vergonha porque ao invés de seguir mandamentos simples como amar ao próximo, eles seguem o inverso do "Não julgueis para não serdes julgados". São sepulcros caiados.



Voltando à Amy... Sou fã. é uma das TOP 10 da minha tracklist. Ela tem uma voz inexplicável, e é dona de músicas que tem tudo a ver comigo. Só está passando por um momento difícil, e infelizmente esse momento difícil é quase irreversível por causa de um enfizema pulmonar e uma saúde bem comprometida.
25 anos. 2 CD's lançados, 6 gramys, um marido com sérios problemas, filhos, drogas e depressão profunda. Essa é Amy Winehouse. Essa é a explicação para tudo que vocês já ouviram sobre ela.
Assim como a Britney Spears, que entrou numa fria por causa do marido que a abandonou com dois filhos, Amy Winehouse, como se não bastasse é perseguida ferozmente por paparazzis e tem extensos artigos em revistas de fofoca que dizem como ela é louca e anormal, e como sua vida é uma droga. Literalmente.
"Eu só preciso de um amigo" é uma frase triste para você?
"Não é só meu orgulho, é só até essas lágrimas secarem..."
Não comparecer ao próprio aniversário por se julgar feia demais é normal?


Só me pergunto se esses paparazzis tem um pouco de humanidade. De compreender que cada pessoa é uma pessoa, e que às vezes enfrentamos problemas. Será que quem tirou essa foto sabe o que significa ter humanidade?





Eu espero - do fundo do meu coração - que a Amy se recupere. Embora saiba que ela não tem muitos anos de vida pela frente. Mesmo depois de ir e voltar várias vezes à realibitação "Rehab", ela talvez saiba que se o Ray Charles a conhecesse, ficaria orgulhoso dela (só entenderá isso quem ver a tradução de Rehab).
Existem pessoas que ainda torcem por ela. E garanto que estender a mão é mais fácil que apontar o dedo, ou até mesmo rir da situação.
Isso definitivamente não tem a mínima graça.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tanta coisa!

Realmente tenho muitas coisas a contar, muitos textos na cabeça... Acontecimentos.
Há algum tempo, fui convocada para jogar handebol no OlimGama (intercolegial), na verdade, sei que não sou uma ótima jogadora, na verdade até recusei o convite, mas por insistência aceitei.
A princípio seria a goleira reserva, mas tudo mudou. Não conhecia absolutamente ninguém do time, e não treinamos sequer UMA vez.
Primeiro jogo: contra o colégio Compact, ganhamos por W.O.
Segundo jogo: contra o CEM 02, relativamente fácil, joguei 30 segundos na posição de ponta direita. Começamos perdendo de 03 x 08, depois empatamos 11 x 11. Fim de jogo.
Terceiro jogo (semifinal): Eu não pude comparecer, estava no colégio fazendo prova de matemática. O time perdeu de 10 x 12
Quarto jogo (disputa pelo 3° lugar): novamente contra o CEM 02, joguei como ponta direita o jogo INTEIRO, não havia nenhuma jogadora reserva. Às 14:00, intenso calor, quadra fechada, jogo apertado.
Na verdade, o peso sob minhas costas era tanto que nem sabia o que estava fazendo ali naquela quadra. Diante daquele time que a mim não era nada familiar. Não prestava atenção nas laterais que eu deveria cobrar e só corria de um lado pro outro, às vezes fazia defesas de efeito, e lances para a artilheira, um lance ao gol com defesa da goleira.
Eu cansei de fazer o seu papel, guria! - gritava a jogadora do meu time.
Ela me empurrava, gritava e me olhava com um ar de reprovação. Minha vontade de chorar foi abafada pela nossa derrota.

10 x 14
Depois do jogo eu quase desmaiei, voltei pra casa com olhos e mãos vermelhas.

























Não sei se valeu a pena. Tanta pressão; falta de diversão, de entrosamento e de calma.
Quarto lugar não ganha medalha. Nem reconhecimento.

E tenho mais uma notícia: Desisti das aulas de canto.
Muita gente nem sabia que eu estava fazendo aulas. Mas desisti. Não conseguia realizar os exercícios vocais e as aulas estavam cada vez mais extensas e chatas.
Bola pra frente. Tudo muda, e espero que pra melhor, pelo menos dessa vez.


" Eu tenho direito de errar
Meus erros me tornarão forte
Eu tenho o direito de errar
Já me seguraram por muito tempo
Eu tenho que me libertar para finalmente respirar
Tenho direito de errar
Cantar minhas próprias canções
E posso ficar desafinada
Mas com certeza me sinto bem assim
Tenho direito de errar
Apenas me deixe em paz" Joss Stone - Right to be wrong

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Não quero.

Eu não quero me afogar em sentimentos
Te mostrar que sem você não sou ninguém
Não quero deixar essa angústia me corroer
Nem essa espera me matar
Essa paixão não pode me atacar
Não quero que olhe em meus olhos
Pois bem lá no fundo você vai ver
Vai saber o meu segredo
Só me deixe aqui.




Não passei no vestibular. Fui eliminada por causa da redação. Bem irônico, não é? Eu, redatora por natureza. As palavras parecem sempre saltar de mim, serem minhas amigas. Não sei explicar o que aconteceu, tampouco o que sinto nesse exato momento. Caí do cavalo.
Love is a losing game - Amy Winehouse

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Crise aguda de sexta-feira.

O pólo negativo.

Não sei bem o que acontece comigo nesses dias.
Não por ser sexta, mas por ser crise. Ás vezes eu me sinto muito menos.
Menos esforçada, menos otimista, menos dedicada, menos merecedora, menos capaz, menos feliz, com menos vontade de qualquer coisa.
Estou desplugada de quase tudo. Minha internet funciona nos dias em que decide que sim, os programas não me aparecem, mas também não tenho grana pra eles, o celular serve só para os joguinhos que já joguei mil vezes, o teto cansou, porque eu ficava encarando muito ele, sinto sono descomunal, sede descomunal.
Já não agüento mais o falatório dos professores chatos, a pilha de exercícios pra fazer e a preocupação com data de apresentação e entrega de trabalhos, notas e reuniões. Um turbilhão.


Tenho um peso grande nas costas, provas, vestibular, responsabilidades que estão sendo esquecidas e mais mil coisas que não me deixam em paz.
Espero melhorar, ah! Eu espero sim.


Que esse meu anseio
Se transforme na paz que mereço
Que o meu cansaço
Se torne apenas mais um dia ensolarado


So help me God!




sábado, 5 de abril de 2008

Crise.

Todo mundo que eu conheço está em crise. Momentos de acessos de choro ou até mesmo de felicidade (a maioria das vezes, tola. E talvez seja a pior crise de todas). Como diz, ou melhor, como digita um conhecido meu é simplesmente [-], mas neste caso eu estou [-------------------].
Quando se perde um brinquedo do qual se gosta muito, ou quando uma rosa é jogada ao mar... Por algum tempo você ainda consegue mantê-la perto, depois ela vem e vai ensaiando ir embora. Até que depois... Ela vai embora de vez.
Coisas assim, que nem comprar sapatos aliviam. Tensão, tristeza, pressão.
A paixão é a crise mais astuta que já vi. Quando com circunstâncias errôneas as pessoas pensam viver no paraíso, mas não sabem que é um paraíso de medos. Elas sim, são completamente cegas e inconscientes da crise. Elas afastam seus amigos, mudam seu modo de vida e investem todas suas "moedas" naquilo.
Quando acaba, vê que não há ninguém ao lado, porque o próprio as afastou.
Outra crise é a que eu chamo de "erupção do vulcão". Pessoas calmas, que parecem nem viver nesse mundo, aquelas que se levarem um tapa no rosto perguntariam a quem as bateu" Por que você fez isso?"
Elas são vistas como centradas e emocionalmente equilibradas, mas após algum tempo, tudo aquilo que está dentro delas vem à tona e aí começam os acesso de choro e é a hora de se contentar com a famosa amiga solidão A culpa não é dela, e sim do que você faz quando ela te acompanha.
Fico imaginando sempre: "porque isso não acontece comigo?" ou "o que será que está faltando em mim?"
Depois de três dias, desabei.
Tava demorando.
Eu sei que sou chata, e estou escrevendo esse texto sem direcionamento nenhum. Apenas me vêem as palavras e digito.
Blá blá blá




"Sou doente da condição humana
Revoltada, eu não quero ser mais gente!" Clarice Lispector

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Imediatismo.

Falho, imediatista e desconhecido é o nosso coração. Nosso próprio coração. As pessoas fazem promessas quando estão eufóricas, falam besteiras quando estão nervosas e prometem amar pra sempre quando não sabem o que vão sentir daqui a 5 minutos... Por isso as pessoas se machucam, e, mais ainda aos outros. As coisas bem que poderiam ser fáceis. Promessas fáceis de cumprir, besteiras esquecidas e amor verdadeiramente eterno. Seria tão mais agradável dizer que amaria por 7 anos e amar 70. Paciência ! Eu ainda acredito que o ser humano vai evoluir.


Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
(Oswaldo Montenegro)