Todo mundo que eu conheço está em crise. Momentos de acessos de choro ou até mesmo de felicidade (a maioria das vezes, tola. E talvez seja a pior crise de todas). Como diz, ou melhor, como digita um conhecido meu é simplesmente [-], mas neste caso eu estou [-------------------].
Quando se perde um brinquedo do qual se gosta muito, ou quando uma rosa é jogada ao mar... Por algum tempo você ainda consegue mantê-la perto, depois ela vem e vai ensaiando ir embora. Até que depois... Ela vai embora de vez.
Coisas assim, que nem comprar sapatos aliviam. Tensão, tristeza, pressão.
A paixão é a crise mais astuta que já vi. Quando com circunstâncias errôneas as pessoas pensam viver no paraíso, mas não sabem que é um paraíso de medos. Elas sim, são completamente cegas e inconscientes da crise. Elas afastam seus amigos, mudam seu modo de vida e investem todas suas "moedas" naquilo.
Quando acaba, vê que não há ninguém ao lado, porque o próprio as afastou.
Outra crise é a que eu chamo de "erupção do vulcão". Pessoas calmas, que parecem nem viver nesse mundo, aquelas que se levarem um tapa no rosto perguntariam a quem as bateu" Por que você fez isso?"
Elas são vistas como centradas e emocionalmente equilibradas, mas após algum tempo, tudo aquilo que está dentro delas vem à tona e aí começam os acesso de choro e é a hora de se contentar com a famosa amiga solidão A culpa não é dela, e sim do que você faz quando ela te acompanha.
Fico imaginando sempre: "porque isso não acontece comigo?" ou "o que será que está faltando em mim?"
Depois de três dias, desabei.
Tava demorando.
Eu sei que sou chata, e estou escrevendo esse texto sem direcionamento nenhum. Apenas me vêem as palavras e digito.
Blá blá blá
"Sou doente da condição humana
Revoltada, eu não quero ser mais gente!" Clarice Lispector
sábado, 5 de abril de 2008
domingo, 30 de março de 2008
15 segundos
15 segundos podem ser... Quase nada, ou tudo.
Vamos tentar falar sobre nós mesmos em 15 segundos?
Lá vou eu.
A falação que não sai de mim é escrita. 1991, meu ano. Agosto, meu mês. 21, meu dia. Rafaela Oliveira da Vitória. Minha história está em processo de mutação. Estudante brasiliense,
leio no banco da praça, sou discreta, silenciosa, bipolar.
Vamos tentar falar sobre nós mesmos em 15 segundos?
Lá vou eu.
A falação que não sai de mim é escrita. 1991, meu ano. Agosto, meu mês. 21, meu dia. Rafaela Oliveira da Vitória. Minha história está em processo de mutação. Estudante brasiliense,
leio no banco da praça, sou discreta, silenciosa, bipolar.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Urban 90.

Urban 90, linha 225. A catraca gira.
Penso na vida, aquela música no iPod, a catraca gira.
Aquela árvore bonita na janela, a catraca gira.
Todos os dias, uma vez; toda quarta e quinta, duas vezes.
Eu sento na cadeira da frente no colégio, e, sempre existem 18 azulejos de mais ou menos um palmo altura e largura que me distanciam da parede. Da minha cadeira dá pra enxergar o hidrante e um pedaço da escada. Vou pra biblioteca. Tem partida de handebol hoje?
O livro, o exercício, o resumo, a prova, o vestibular.
Aquele sentimento que tremula minhas pernas continua.
A catraca vai girar amanhã.
E assim vão meus dias.
sábado, 1 de março de 2008
Down and Out of Time
Eu sonhei alguma coisa na última noite em meu sono.jpg)
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Eu vi você se sentando em um quarto sem mim
Você estava sorrindo e você tinha uma tatuagem
De mim, em um quarto sem você
Eu Mirei meu canhão em você pronto ou não
Você vai sentir minha dor, como ele ou não
Você tem seus débitos para pagar e você é um dos meus
Você está abaixo e fora do tempo
E existe alguma coisa que eu quero dizer
Um ritmo simples eu esqueci de como jogar
Eu quero dizer para você que eu chamei os cães para fora
Seu mistério não é digno de ser resolvido
Sixpence None the Richer
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