domingo, 2 de novembro de 2008

Amy Winehouse.

De cara esse título já causa respulsa a certas pessoas, mas se você for persistente em ler meu artigo, verá que não são meras idiotisses.





Já queria ter escrito sobre ela antes, mas hoje algo que motivou. Uma cantora gospel foi ao programa do Raul Gil e simplesmente disse que ela tem o "capeta" no corpo. Engraçado como tudo é culpa do capeta... Faltou dinheiro? Capeta. Não passou no concurso? O capeta não deixou. Tem problemas emocionais? É tudo o capeta!
Odeio radicalismos e fundamentalismos, principalmente de cunho religioso.
Tampouco Jesus Cristo foi religioso. Pasmem, ele era talvez o avesso da igreja. Enquanto a igreja dizia que a mulher adúltera deveria ser apedrejada até a morte, ele disse: "Quem não tem pecado atire a primeira pedra. Vá em paz, mulher, e não peques mais" . Enquanto a igreja dizia que o publicano era ladrão, Jesus dizia "Ainda hoje repousarei em tua casa". Enquanto a igreja disse que o ladrão deveria ser crucificado, ele disse: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso". Jesus não era um radical. Ele veio para quebrar tudo isso. Se não fosse assim (se ele fosse como todos) não teria dividido a história.
O problema é que alguns evangélicos atrofiados distorcem e julgam o que lhes parece ofensivo. Eu sinto VERGONHA disso. Sinto vergonha porque ao invés de seguir mandamentos simples como amar ao próximo, eles seguem o inverso do "Não julgueis para não serdes julgados". São sepulcros caiados.



Voltando à Amy... Sou fã. é uma das TOP 10 da minha tracklist. Ela tem uma voz inexplicável, e é dona de músicas que tem tudo a ver comigo. Só está passando por um momento difícil, e infelizmente esse momento difícil é quase irreversível por causa de um enfizema pulmonar e uma saúde bem comprometida.
25 anos. 2 CD's lançados, 6 gramys, um marido com sérios problemas, filhos, drogas e depressão profunda. Essa é Amy Winehouse. Essa é a explicação para tudo que vocês já ouviram sobre ela.
Assim como a Britney Spears, que entrou numa fria por causa do marido que a abandonou com dois filhos, Amy Winehouse, como se não bastasse é perseguida ferozmente por paparazzis e tem extensos artigos em revistas de fofoca que dizem como ela é louca e anormal, e como sua vida é uma droga. Literalmente.
"Eu só preciso de um amigo" é uma frase triste para você?
"Não é só meu orgulho, é só até essas lágrimas secarem..."
Não comparecer ao próprio aniversário por se julgar feia demais é normal?


Só me pergunto se esses paparazzis tem um pouco de humanidade. De compreender que cada pessoa é uma pessoa, e que às vezes enfrentamos problemas. Será que quem tirou essa foto sabe o que significa ter humanidade?





Eu espero - do fundo do meu coração - que a Amy se recupere. Embora saiba que ela não tem muitos anos de vida pela frente. Mesmo depois de ir e voltar várias vezes à realibitação "Rehab", ela talvez saiba que se o Ray Charles a conhecesse, ficaria orgulhoso dela (só entenderá isso quem ver a tradução de Rehab).
Existem pessoas que ainda torcem por ela. E garanto que estender a mão é mais fácil que apontar o dedo, ou até mesmo rir da situação.
Isso definitivamente não tem a mínima graça.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tanta coisa!

Realmente tenho muitas coisas a contar, muitos textos na cabeça... Acontecimentos.
Há algum tempo, fui convocada para jogar handebol no OlimGama (intercolegial), na verdade, sei que não sou uma ótima jogadora, na verdade até recusei o convite, mas por insistência aceitei.
A princípio seria a goleira reserva, mas tudo mudou. Não conhecia absolutamente ninguém do time, e não treinamos sequer UMA vez.
Primeiro jogo: contra o colégio Compact, ganhamos por W.O.
Segundo jogo: contra o CEM 02, relativamente fácil, joguei 30 segundos na posição de ponta direita. Começamos perdendo de 03 x 08, depois empatamos 11 x 11. Fim de jogo.
Terceiro jogo (semifinal): Eu não pude comparecer, estava no colégio fazendo prova de matemática. O time perdeu de 10 x 12
Quarto jogo (disputa pelo 3° lugar): novamente contra o CEM 02, joguei como ponta direita o jogo INTEIRO, não havia nenhuma jogadora reserva. Às 14:00, intenso calor, quadra fechada, jogo apertado.
Na verdade, o peso sob minhas costas era tanto que nem sabia o que estava fazendo ali naquela quadra. Diante daquele time que a mim não era nada familiar. Não prestava atenção nas laterais que eu deveria cobrar e só corria de um lado pro outro, às vezes fazia defesas de efeito, e lances para a artilheira, um lance ao gol com defesa da goleira.
Eu cansei de fazer o seu papel, guria! - gritava a jogadora do meu time.
Ela me empurrava, gritava e me olhava com um ar de reprovação. Minha vontade de chorar foi abafada pela nossa derrota.

10 x 14
Depois do jogo eu quase desmaiei, voltei pra casa com olhos e mãos vermelhas.

























Não sei se valeu a pena. Tanta pressão; falta de diversão, de entrosamento e de calma.
Quarto lugar não ganha medalha. Nem reconhecimento.

E tenho mais uma notícia: Desisti das aulas de canto.
Muita gente nem sabia que eu estava fazendo aulas. Mas desisti. Não conseguia realizar os exercícios vocais e as aulas estavam cada vez mais extensas e chatas.
Bola pra frente. Tudo muda, e espero que pra melhor, pelo menos dessa vez.


" Eu tenho direito de errar
Meus erros me tornarão forte
Eu tenho o direito de errar
Já me seguraram por muito tempo
Eu tenho que me libertar para finalmente respirar
Tenho direito de errar
Cantar minhas próprias canções
E posso ficar desafinada
Mas com certeza me sinto bem assim
Tenho direito de errar
Apenas me deixe em paz" Joss Stone - Right to be wrong

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Marrie Aine em : Um Conto de Fadas

Caso não saibam que é Marrie Aine, farei um pequeno resumo.
Marrie Aine foi uma personagem que criei há algum tempo atrás. Ela foi protagonista de 3 contos humorísticos, irônicos e pseudoromânticos. Mas acabou sozinha.
Quem tiver cusriosidade em lê-los, procure no arquivo.


Marrie estava sobrevivendo. Aos poucos tentava superar tudo.
Certo dia, no metrô "nosso de todos os dias" estava ela, sentada, esperando para ir à faculdade quando de longe avistou um príncipe encantado, isso mesmo! Era um príncipe.
Ele não vinha montado num cavalo branco, nem ao menos num pônei branco... Nem de bicicleta ele vinha... Mas vinha caminhando com um sorriso timidamente aberto e a barba por fazer, levando consigo alguns livros e o cansaço latente.
Marrie não piscava. Marrie era uma idota. Uma idiota vivendo o começo de uma possível história de amor (?) platônico. O mais puro dos platônicos.
Então todos os dias seguiam-se com um ar de euforia, troca de olhares e, logicamente (já que estamos falando de Marrie) muitos tombos. Afinal, Marrie andava com a cabeça nas nuvens. Agora, então... Mais ainda. Marrie não era capaz de olhar para qualquer outro ângulo em que o desconhecido príncipe não estivesse, e isso rendeu-lhe quedas em escadas, ruas, esquinas, etc etc etc.
Certo dia, o metrô estava em greve.
Marrie não tinha outro meio de ir para a faculdade, então ficou no metrô à espera de um milagre.
E o milagre veio. Veio com um sorriso timidamente aberto oferecendo-lhe carona.
Pela primeira vez o príncipe desconhecido havia trocado palavras singelas com Marrie.
Eles foram para a fculdade no carro do pai do príncipe desconhecido. Nenhuma palavra trocada durante o caminho, afinal, Marrie estava no carro de dois desconhecidos.
Ela olhava ao seu redor como quem acordava de um sonho. Percebeu o cheiro do carro, que tinha uma essência de morango e fitinhas penduradas no retrovisor.
Disse obrigada e foi embora.
Quando o carro virou a esquina, mil pulos ela deu! Era aquele o momento mais marcante! As borboletas em seu estômago saíam pela boca e voavam ao redor dela, as pernas crentes de abarcar o mundo.
Mas nem o nome dele ela sabia.
Os dias passaram-se e nada mudou. Mesmo depois da carona "encantada" ambos não tiveram coragem de comunicar-se. Marrie até tentou, mas quando chegava perto dele, desmaiava ou tinha um ataque de risos. Ele só olhava como quem guardasse os mais profundos pensamentos sobre ela. Pensamentos esses que poderiam ser: "Que gracinha, ela é tão desajeitada." ou "Que louca, ela é tão desajeitada."
Marrie não sabia. Seu coração apertava.
Mais uma vez embarcando naquele sentimento que a fez de boba; mais uma vez afundando, caindo, tropeçando de amores ; mais uma vez sendo Marrie.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

De saudade em saudade.

Tudo pelo que vivo é por causa da saudade.
Saudade dos bons tempos, de tempos que nunca vivi, de ter tempo. Saudade da infância; da euforia, do calor e da magia de estar apaixonada; saudade de pensar que sabia muitas coisas, saudade daquelas tardes de sol ameno, saudade de frases, de pessoas...
Se vivo agora, é pra sentir saudade depois. E depois, quando a saudade vier, saberei que cada momento, cada sensação, impressão e cheiro estarão bem aqui, nesse pedaço de papel e na ponta do lápis, lembrada a cada batida de uma linda canção, aquela que escutei mil vezes.
Quero viver tudo, simplesmente viver.
É por isso que estou aqui.



"Hoje aqui, amanhã não se sabe... Vivo agora, antes que o dia acabe [...]
Mal começou e já estou com saudade..." Ls Jack




Texto dedicado a um amigo querido, saudoso em minhas doces lembranças, que no dia 01 de outubro me motivou a ser da melhor maneira quem sou.

A você fica meu obrigado, Jhon Lennon Fernandes Manzan.