sexta-feira, 1 de agosto de 2008

By Wesley Marques Ponte

Ela olha e eu me perco
Ela contempla, eu me jogo
Sem medo viajo
Sem medo dos olhos
Verdes abismos
Piedade clemente
Piscinas de absinto
Janelas para a mente
Verdes equívocos
Suave ironia
Leves agitos
Intensas calmarias
Sentimentos recíprocos
Sentimentos de verdade
Tão verdes equívocos
Tão diferentes realidades





Não importa o que eu diga, nada dignificará essa linda homenagem.



Leia mais clicando aqui.



Beijos da pseudoescritora. =***

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Não quero.

Eu não quero me afogar em sentimentos
Te mostrar que sem você não sou ninguém
Não quero deixar essa angústia me corroer
Nem essa espera me matar
Essa paixão não pode me atacar
Não quero que olhe em meus olhos
Pois bem lá no fundo você vai ver
Vai saber o meu segredo
Só me deixe aqui.




Não passei no vestibular. Fui eliminada por causa da redação. Bem irônico, não é? Eu, redatora por natureza. As palavras parecem sempre saltar de mim, serem minhas amigas. Não sei explicar o que aconteceu, tampouco o que sinto nesse exato momento. Caí do cavalo.
Love is a losing game - Amy Winehouse

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Ironia do destino.

Irônico é tudo em minha vida.
De uma maneira anestesiada e melancólica, tudo acaba em ironia.
Essa ironia não fere mais, só me paralisa.
Deixa tudo, esquece tudo, escuta só o silêncio bater nas paredes... Abraça a solidão.


Um beijo da pseudoescritora.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Caracteres Lispectorianos.

Todo mundo diz que ao escrever, lembro Clarice Lispector. Essa coisa de divagar sobre a vida e colocar amor em tudo, mesmo que seja um amor desacreditado é bem a cara dela (e a minha também).

Mas creio ser de um perfil bem mais inconstante e elétrico, deprimido e feliz ao mesmo tempo. Silencioso em sons e falante em forma de escrita.
Alguns dias atrás, fiz o vestibular da UnB, concorrendo para Letras Português - Bacharelado/Licenciatura. A minha pequena esperança vem e vai, mas dia 14 de julho saberei.


Bem, minha terceira redação vai ser pulicada no site do colégio, inspirada em uma história real e beeeem Lispectoriana.








Cinco ou dez coisas que sei sobre ele




Dele, sei pouco.
Sei que sempre senta no fundo do ônibus e parece cansado todos os dias.
Que estuda, não sei onde, mas traz consigo livros.
Que possui um sorriso tal que faz minhas pernas tremularem.
Que anda com pressa, mas sempre parece não ter destino.
Que seus olhos são profundos e serenos.
Que completa meus dias sem dizer nenhuma palavra.
Mas hoje sei que fala, que sua voz é doce, que seu sorriso quando de perto traz borboletas ao meu estômago e me faz tremular e tontear ao mesmo tempo.
Seu nome não sei, e isso me basta.

Marrie Aine está voltando, aguardem próximos posts.

Um beijo da pseudoescritora, e se cuidem.