segunda-feira, 6 de maio de 2013

quinta-feira, 11 de abril de 2013

encontros vencidos

é que meu último bilhete de passagem aérea faz 2 meses hoje. 60 dias. 1440 horas e 2.312 quilômetros de saudade do teu abraço.

domingo, 7 de abril de 2013

o estranho dia em que fiquei doente de tristeza

Fico chateada quando adoeço. Não gosto de embaçar essa imagem durona que há tanto tempo eu venho construindo com esforço e numa baixa de imunidade desaparece e eu me vejo sentada no chão do banheiro chorando de dor ou acordando no meio da noite sem força pra sair da cama. Me sinto perdendo um pouco de mim a cada furinho na veia, a cada novo exame que nunca mostra nada. Me sinto perdendo um pouco de mim, e isso dói mais que qualquer outra dor. Dói saber que eu sou frágil, dói precisar de cuidado, de carinho; dói me encolher na cama pra chorar escondido, dói ficar calada. A notícia é que eu passei a madrugada no hospital de novo, doente de tristeza. 

sexta-feira, 1 de março de 2013

6:20, 15ºC. Ele caminhava à frente dela, que estava com os braços cruzados de frio e o cabelo bagunçado na frente, o vento era forte. Estava com frio, eu queria companhia. Fiz uma maquiagem rápida pra disfarçar as olheiras da noite anterior. 7:00, 16ºC. Eles sentam na mesa à minha frente. Ela pede um cappuccino e ele toma café puro, ela olha pra baixo como se sentisse vergonha, os dois comem pão de queijo. Engolia meus últimos pedaços da salada de fruta, invejava os dois, queria uma bebida quente. Triglicerídeos. Corri para a minha consulta. 11:00, 20ºC os encontro no shopping. Eles conversam sentados num banco enquanto estou manipulando minhas receitas. Olho vitrines. Vejo ela chorar. Ele segura sua mão. Naquele momento, parecem-me duas crianças perdidas. Foi-se o tempo em que eu acreditava que o amor, esse que a gente escuta falar dos poemas, existia assim. Que era coisa exclusivamente pra gente corajosa. Que era esse passe livre das complicações da vida, que era só amar e PLIM! Acabava o medo, os "mas" e os "quase"s. Descobri que quem ama, sim, tem medo. Que quem ama pode amar e ter um mas na mesma frase... Que a gente pode quase amar, e ficar no quase mesmo que esse amor nos mate. E mais, a gente pode amar e não gostar mais de uma pessoa. 13:00, 23ºC. Meu hu(a)mor oscila como a temperatura de Brasília.