Respiro, inspiro. Cílios longos pesando sobre meus olhos pseudoverdes, piscando lentamente. Esboço um sorriso no rosto iluminado pela luz das 9 horas da manhã que entra sem pedir licença pela janela do quarto. A noite passou. É sempre um dia de cada vez. Nem sempre tudo muda, mas tudo recomeça.
Escuto aquela voz distante me dizer que ama a luz dos meus olhos, mas ao meu lado não está mais. É quente lá fora e frio aqui dentro de mim.
Respiro, inspiro.
Espero.
E o mar [que nos separa]
tão profundo e grande
quanto o mar que bate
dentro
de
mim... (Camila Oliveira)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O homem e o espelho
Em seu 80° aniversário, ele se levantava da cama e lavava seu rosto como fazia todos os dias. Não era mais um jovem de 20 anos, mas continuava sem saber qual o sentido da vida. Aquele rapaz desprezava tanto a si mesmo que não permitia que as pessoas o envolvessem, ele dizia que amava seu conforto e suas filosofias. Naquele dia pôde perceber que seus olhos estavam envelhecendo. Era um sinal de seus defeitos fatais, que muito o acusavam. Ele buscava por perfeição e nunca encontrou alguém que fosse bom o suficiente, fazia discursos sobre a solidão como má companhia, mas acabou a sós com ela.
Se vestiu e sentou em sua cadeira de balanço na varanda quando viu uma bela senhora com fitas em seu longo cabelo atravessar a rua... Os olhos cansados daquele homem gostariam de amar novamente, e dizer àquela senhora em tempos mais ensolarados: "Por favor não vá, não me deixe aqui sozinho, porque um espelho não é agradável para abraçar".
Desejaria ficar e conversar sobre as nuvens, o cheiro do mar, sobre o verão passado e dizer em dias mais ensolarados: "Por favor não vá, não me deixe aqui sozinho, porque um espelho não é agradável para conversar".
Se vestiu e sentou em sua cadeira de balanço na varanda quando viu uma bela senhora com fitas em seu longo cabelo atravessar a rua... Os olhos cansados daquele homem gostariam de amar novamente, e dizer àquela senhora em tempos mais ensolarados: "Por favor não vá, não me deixe aqui sozinho, porque um espelho não é agradável para abraçar".
Desejaria ficar e conversar sobre as nuvens, o cheiro do mar, sobre o verão passado e dizer em dias mais ensolarados: "Por favor não vá, não me deixe aqui sozinho, porque um espelho não é agradável para conversar".
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Parte 8, página 18.
O que é amar? É ter a pessoa tão dentro de nós tão fundo e num tão incomportável grilhão que dela nos sentimos marcar a fogo e basta fechar os olhos para ver em si e de noite ela nos faz tormentas e de nosso corpo uma fornalha e é a quem queremos ter sempre mais, a quem nos queremos desvelar e por quem partimos ou por quem ficamos e para quem queremos dar toda a limpeza do sol e das estrelas, dizer todas as falas de nosso saber e nos deixa metidos em correntes, colares aos pescoços, algemas nas mãos e ainda assim avoamos feito as aves. Depois de ter o seu rosto por um muito longo espaço tão perto do meu e seus olhos tão dentro dos meus, se foi pelo oceano[...]
Desmundo - Ana Miranda (adaptado)
Desmundo - Ana Miranda (adaptado)
Sobre escrever e estar triste, ou vice-versa.
"Será que ela sempre terá que passar por isso pra escrever suas músicas?" - disse o pai de Amy Winehouse numa entrevista de seu DVD Live in London, a respeito de vê-la sofrer ao se dar mal num relacionamento. "Todos passam por coisas assim, não?" - disse ela jogando o cabelo pelos ombros. "Quando canto uma canção, tento me lembrar de como me senti no momento em que a escrevi. Termino quase sempre em lágrimas." Am I a little bit Amy Winehouse?
Boas notícias então. Ou más. Brancura em folhas novamente.
Não tenho mais palavras doces a proferir sobre sofrimento, essas que geralmente me cabem tão bem... Motivos para estar triste? Sempre. Motivos para estar feliz? Um basta para anular todos os outros.
Vim aqui escrever já que conheci um moço muito simpático há pouco tempo que disse ler meu blog há dias. Ler meu blog tudo bem. Há dias é covardia! Me desnuda um bocado!
Estarei voltando. Com outros motivos de inspiração agora. Rios de palavras dentro de mim. Vou abrir a represa.
Boas notícias então. Ou más. Brancura em folhas novamente.
Não tenho mais palavras doces a proferir sobre sofrimento, essas que geralmente me cabem tão bem... Motivos para estar triste? Sempre. Motivos para estar feliz? Um basta para anular todos os outros.
Vim aqui escrever já que conheci um moço muito simpático há pouco tempo que disse ler meu blog há dias. Ler meu blog tudo bem. Há dias é covardia! Me desnuda um bocado!
Estarei voltando. Com outros motivos de inspiração agora. Rios de palavras dentro de mim. Vou abrir a represa.
Assinar:
Postagens (Atom)