quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sobre escrever e estar triste, ou vice-versa.

"Será que ela sempre terá que passar por isso pra escrever suas músicas?" - disse o pai de Amy Winehouse numa entrevista de seu DVD Live in London, a respeito de vê-la sofrer ao se dar mal num relacionamento. "Todos passam por coisas assim, não?" - disse ela jogando o cabelo pelos ombros. "Quando canto uma canção, tento me lembrar de como me senti no momento em que a escrevi. Termino quase sempre em lágrimas." Am I a little bit Amy Winehouse?
Boas notícias então. Ou más. Brancura em folhas novamente.
Não tenho mais palavras doces a proferir sobre sofrimento, essas que geralmente me cabem tão bem... Motivos para estar triste? Sempre. Motivos para estar feliz? Um basta para anular todos os outros.
Vim aqui escrever já que conheci um moço muito simpático há pouco tempo que disse ler meu blog há dias. Ler meu blog tudo bem. Há dias é covardia! Me desnuda um bocado!
Estarei voltando. Com outros motivos de inspiração agora. Rios de palavras dentro de mim. Vou abrir a represa.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Toda história tem um fim, mas na vida todo fim é um começo.

2009, mermão.
Venci a depressão, passei no vestibular, emagreci 3 quilos, deixei a franja crescer, me apaixonei por Terapia Ocupacional, amadureci muito, ganhei novos e lindos amigos, chorei muito, sorri mais ainda, escrevi meus melhores textos, encontrei um Cristianismo divergente pra minha vida: sem igrejas, ministérios ou denominações.
Vivi todas as emoções mais intensas nesses 365 dias. Senti saudade. Saudade de quem tava perto e ficou longe, saudade de quem tá perto mas que não vejo por motivos que nem sei dizer. Fiz loucuras, agi por impulso. Fiquei suja de tinta e farinha. Conheci gente vegetariana. Aprofundei no feminismo, sem pseudos. Viajei. Andei descalço na grama, na lama. Me vesti de flores. Jubosos 18 anos. A vida é toda nova agora, é isso não é promessa de fim de ano, é realidade.

Só me resta cantar, com a licença de Jon Foreman:

Rafa was a fighter
Rafa era uma guerreira
She cut like Casius Clay
Ela batia como Casius Clay
She burned like a fire
Ela queimava como fogo
Despite these rains
A despeito dessas chuvas
Where time was a question
Quando o tempo era uma interrogação
She only knew one song:
Ela só sabia uma canção
She's singing, "how far, how fast, how long?"
Ela cantava: "O quão distante, o quão rápido, quanto tempo?"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Eu sei explicar o movimento de contração do tecido estriado do coração.
Poderia falar da actina, miosina, tropomina, tropomiosina, liberação de cálcio e ATP. Poderia falar da ligação neuromuscular, da acetilcolina e das cisternas terminais. Nessa matéria eu tirei dez.
Eu sei como funciona.
Mas eu não entendo porque funciona assim comigo.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

It's just another day, nothing in my way.

Sobre a omissão, me desculpo. O tempo escorre por entre os dedos, devorando as coisas. E a caracterizo somente como omissão, silêncio. Uma lacuna se abre sobre o "quem sou eu", melhor caracterizado como "quem estou eu". Vejo tudo por aquela porta sempre entreaberta. Decidi silenciar, guardar um pouco. Para mim, para você.





Keane explica melhor que eu poderia.