sábado, 16 de maio de 2009

O fim é só(?) o começo.

Talvez eu não tenha medido a dimensão do que escrevi no post "O fim é só o começo", afinal, não é uma palavra que caracterize fielmente o que vem a ser um começo.
E esse começo que enxergo agora é grande. É intenso.
Eu quis muito seguir meu coração e o fiz. Não foi como imaginava, mas fiz! Eis que agora tenho o mérito de dizer: "Tentei TUDO o que pude".
É estranhamente bom como sinto uma paz grandiosa dentro de mim hoje. Sinto um começo chegando. Um grande começo.
Quero viver; quero fazer novos amigos, me reaproximar dos velhos; quero começar a faculdade; quero fazer um curso de cerâmica; quero cantar; quero estar perto de quem amo; quero comprar roupas; quero escrever e enviar cartas; quero sair de casa; quero deitar sob uma árvore e entre suas folhas fitar o céu azul; quero me desprender de coisas que não valem a pena.
Porque o fim é um NOVO começo. Porque a vida é um ciclo, como uma música... Basta você escutar a melodia certa no momento certo, repetir as que te fazem sorrir, dançar e pular. Ouvir as que te fazem chorar apenas uma vez, para que você chore, afinal, precisa disso.
Basta você acreditar. Basta você querer. Porque querer já é conseguir a metade.


" There's something in the air,
I need it, I want more of it
A certain dive'll make it but
I don't, I'm loving it " (More of it - Leigh Nash)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ai de mim!

Ai de mim, que meus olhos são verdes como um mar sem ondas
Que minha fala é compassada, prolixa e pouco entendida
Que meus cabelos são inquietos como as palmeiras em dias de ventania
Que meus lábios exprimem qualquer vergonha, qualquer gesto
Mas... Ai de mim! Ai de mim que me perco em mim mesma
Que me afundo em longos dias
Que trago em mim uma alma compassiva, temerosa e estupidamente mulheril
Ai de mim que luto, que sofro
Ai de mim, nesse silêncio
Que compreende um mundo de coisas que não entendo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O fim é só o começo.

Em minha vida já passei por alguns momentos brokenheart que pensei jamais viver novamente. Dessa vez é tudo estranho.
Tenho um grande amigo que sempre dizia que gostaria que eu encontrasse o amor em uma pessoa bacana como ele encontrou, e, no auge se sua euforia emocional ele desejou que eu sentisse o mesmo. Sempre soube que ele era meu melhor amigo, mas nesse momento eu tive absoluta certeza, e apesar de estarmos distantes agora, meu sentimento continua o mesmo.
Gostaria de dizê-lo que pensei ter encontrado essa pessoa, que minhas pernas andavam trêmulas e que queria dar a ela toda a limpeza do céu e das nuvens, que gostaria de dizer a ela todas as palavras mais bonitas de meu saber. Mas não houve tempo. Porque acabou. Escorregou das minha mãos. Fugiu do meu controle.
Ontem foi o adeus. Com conversa, compreensivo. Eu não disse nada, pois não havia nada para dizer. Gosto de ir até o fim em tudo que faço. Se o filme parece ruim, assisto até o fim para ter certeza; se o corte de cabelo é ruim, espero crescer; se penso não conseguir algo, vou até o fim para ter certeza se não vou mesmo.
Foi assim. Fui até o fim para ouvir tudo o que havia para me dizer. Esperava mesmo um adeus. Um fim. Mas mesmo assim dói.
E, depois de tudo dito, acontecido e acabado; encontrei uma amiga que me lembrou o quanto sou bonita, interessante e encantadora; e que deveria seguir em frente porque haviam muitos peixes no mar. Eis meu golpe de misericórdia. Sou tudo isso mesmo? Então por que não fui capaz de fazer nada para resolver isso? Para tomar as rédeas da minha vida e tentar consertar as coisas?
Nesse mar de peixes, sou uma água viva.
No fundo, estou conformada porque sempre foi assim. Rápido, eufórico, intenso e no fim sobram lembranças. Estou procurando me agarrar às boas.
O mais estranho é que ainda não fui capaz de chorar. E isso sim me mata aos poucos. Ainda está tudo dentro de mim. Um rio de lágrimas.


" Five story fire as you came, love is a losing game.
Why do I wish I never played?
Oh, what a mess we made?
And now te final frame... Love is a losing game." (Love is a losing game - Amy Winehouse)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ultimamente.

Ultimamente tenho uma doce esperança. Que vem e vai, que me arrasta, me puxa, me levanta, que me beija os lábios, que me eleva ao céu e me traz abruptamente de volta à Terra. E eu não sei até quando isso me fará bem, mas no momento me dá paz e arranca de mim os mais profundos e sinceros suspiros.
Ultimamente a espera me corrói... E essa? Essa é amarga. Cerca-me de pensamentos e sentimentos nunca compreendidos. É chuva na alma, tormento nos sonhos... Dias que são eternidades e noites sem dormir a admirar o clarão tão belo da lua.
Ultimamente minha alma mulheril padece por ser tão diferente, tão pacata e tão dentro de si que enxerga o além de minha existência. E, no fim, posso entender que as coisas que penso não são tão asneiras.
Ultimamente tenho caminhado a passos curtos para um lugar que desconheço, que tenho medo.